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A festa realizada pelas centenas de torcedores argentinos neste domingo (21), no Klyde Warren Park, centro de Dallas, continuará nesta segunda-feira (22).
E não apenas porque a atual campeã mundial enfrenta a Áustria, no AT&T Stadium, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo, mas também porque trata-se de uma data especial para a Albiceleste.
Foi em um 22 de junho, assim como esta segunda, que a Argentina venceu a Inglaterra por 2 a 1 pelas quartas de final do Mundial de 1986.
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O duelo, de forte valor simbólico para os argentinos em razão do contexto da Guerra das Malvinas, travada quatro anos antes entre os dois países, alçou Diego Armando Maradona para a eternidade.
Autor dos dois gols sobre os ingleses no Estádio Azteca, marcou o primeiro com a “Mano de Dios”. O segundo, ao driblar cinco britânicos, incluindo o goleiro Peter Shilton, entrou para a história do futebol como o Gol do Século.
Após 40 anos, a partida segue produzindo emoções nos torcedores, tanto nos que viveram o triunfo diante da Inglaterra quanto naqueles que nem eram nascidos na época.
“É um sentimento muito grande, tendo em conta o que aconteceu nos anos anteriores [ao jogo] entre Argentina e Inglaterra. Os gols de Maradona são inesquecíveis. O da Mano de Dios e o outro gol… não sei se vai haver outro gol parecido com esse. Hoje ainda lembramos disso tudo, ainda mais em um contexto de Copa”, diz Rubén, de 72 anos, aposentado, à CNN Brasil.
“A alegria que ele (Maradona) deu ao povo argentino foi como se o próprio povo ganhasse do ‘outro’. Sem armas, sem nada. Com diz a canção dos Piojos (banda argentina de rock)”, afirma Martín, de 39 anos, nascido um ano depois do duelo pelas quartas de final do Mundial.
Campeão do mundo com a Argentina em 1986, o ex-meio-campista Ricardo Bochini está nos Estados Unidos acompanhando a seleção de Lionel Messi e companhia e marcou presença no “banderazo” deste domingo, em Dallas.
Companheiro de Maradona há quatro décadas, o ídolo do Independiente coloca a atuação de Diego naquela Copa como única na história.
“Jogar uma Copa do Mundo como a de Maradona no México [em 1986] é muito difícil de repetir. Ele estava na plenitude. Fez tudo o que poderia ter feito. Gols, assistências, tudo. E mesmo apanhando muito”, recorda Bochini à CNN Brasil.
Nesta segunda-feira, os torcedores da Argentina poderão presenciar mais uma grande história a ser escrita em um 22 de junho.
Com 16 gols, Messi está empatado com Miroslav Klose na artilharia dos Mundiais e pode, contra os austríacos, se tornar o maior goleador da história das Copas. E para isso, como diz a canção que se tornou célebre no título conquistado no Catar, contará mais uma vez com apoio divino.
“E o Diego / Lá do céu podemos vê-lo / Com Don Diego e com La Tota / Torcendo pelo Lionel.”
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por brunorodrigues
