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O Uruguai deu adeus à Copa do Mundo nesta sexta-feira ao ser eliminado sem conquistar uma vitória. A equipe comandada por Marcelo Bielsa caiu ainda na fase de grupos e tornou-se a única representante da Conmebol a não avançar às oitavas de final em um torneio de 48 seleções, formato criado justamente para ampliar as chances das principais potências do futebol.
Bicampeã mundial, a seleção uruguaia foi eliminada após derrota por 1 a 0 para a Espanha. Antes disso, havia empatado com a Arábia Saudita e com Cabo Verde, estreante em Copas do Mundo, pelo Grupo H.
Em um Mundial ampliado, no qual 32 das 48 seleções se classificam para o mata-mata, a campanha uruguaia figura entre as maiores decepções da competição.
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A eliminação ganha contornos ainda mais frustrantes pelo elenco à disposição de Bielsa. Federico Valverde, Rodrigo Bentancur, Manuel Ugarte e Darwin Núñez formavam a base de uma equipe apontada como favorita para avançar com tranquilidade às fases eliminatórias, após uma campanha consistente nas Eliminatórias e o terceiro lugar na Copa América de 2024.
Na prática, porém, o Uruguai apresentou um futebol desorganizado durante toda a fase de grupos, sem conseguir transformar posse de bola e pressão ofensiva em controle das partidas ou gols. A campanha também ampliou a sequência sem vitórias da seleção, que não vence desde outubro, quando superou o Uzbequistão em um amistoso, e marcou a segunda Copa do Mundo consecutiva em que a Celeste não consegue passar da primeira fase.
A eliminação ocorre em meio ao aumento das críticas ao trabalho do treinador argentino. Lideranças do elenco, entre elas o maior artilheiro da história da seleção uruguaia, Luis Suárez, questionaram aspectos da gestão de Bielsa, especialmente a intensidade dos treinamentos e o direcionamento da equipe.
Segundo a imprensa local, os capitães Federico Valverde, Rodrigo Bentancur, Manuel Ugarte e o goleiro Sergio Rochet se reuniram com Bielsa antes da partida contra a Espanha para manifestar preocupações em relação à carga física dos treinamentos e à abordagem tática adotada pelo treinador.
Ainda de acordo com as reportagens, a conversa foi tensa, com jogadores argumentando que o excesso de trabalho físico estaria comprometendo o desempenho da equipe durante as partidas.
O próprio Bielsa já havia dado sinais de que sua passagem pela seleção poderia chegar ao fim após o Mundial. Em maio, afirmou que seu “trabalho termina com a Copa do Mundo”.
Depois de uma eliminação sem vitórias, marcada por atuações abaixo das expectativas e desgaste interno, o futuro do treinador à frente da seleção uruguaia parece cada vez mais incerto.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por anniefigueiredo



