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“A Herança de Narcisa”: o que esperar de terror com Paolla Oliveira

Por CNN Brasil Fonte: carolineferreira 07/07/2026 às 05:32
“A Herança de Narcisa”: o que esperar de terror com Paolla Oliveira

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Para quem está acostumado a ver Paolla Oliveira, 44, em papéis solares na TV, um novo longa de terror psicológico promete apresentá-la em uma virada de chave potente.

Com direção de Clarissa Appelt e Daniel Dias, a atriz protagoniza “A Herança de Narcisa”, filme que estreia na próxima quinta-feira (9), deixando de lado os sustos fáceis enquanto aposta em um suspense atmosférico e sufocante.

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Na trama, Paolla dá vida a Ana, uma mulher que se vê obrigada a retornar à sua casa de infância, no Rio de Janeiro, logo após a morte da mãe, a ex-vedete Narcisa (Rosamaria Murtinho).

O que era para ser apenas um processo burocrático de lidar com um inventário ao lado do irmão, Diego (Pedro Henrique Müller), logo se transforma em um pesadelo ambientado em um casarão antigo, imerso por uma angústia familiar latente, cheia de segredos que se recusam a ficar enterrados.

Poalla Oliveira e Diego Henrique Müller em “A Herança de Narcisa” • Divulgação/Olhar Filmes

Para protagonizar a obra, a atriz precisou vencer os próprios medos. Em coletiva de imprensa acompanhada pela CNN Brasil, Paolla confessou que o universo do terror não era sua zona de conforto.

“A minha sensação é de que tudo vinha ali, descrito para gente, já era meio assustador. No caso da escrita deles, eu pensei: ‘será que vou dar conta?’ Sou medrosa, não sou uma mulher adepta aos filmes de terror'”, revelou.

A tensão do roteiro ganhou ainda mais força com a atmosfera real das filmagens. “Era um set calmo, uma locação meio específica e um pouco assustadora. Eu falei: ‘não vai dar certo, eu vou me perder da personagem'”, brinca.

No entanto, o desafio acabou se tornando uma engrenagem criativa. “Foi uma ótima experiência. Foi interessante trabalhar o antes e o depois pensando nisso: como a gente ia captar o outro? O que prende mais, o que assusta mais?”.

Por dentro de “A Herança de Narcisa”

Embora a trama tenha pontapé inicial com o retorno da protagonista, Paolla destaca que a verdadeira virada do terror psicológico está no que não é dito. Para ela, Ana é uma personagem que resolve seus conflitos no silêncio.

“Ela vai à casa para resolver uma coisa que é absolutamente terrena. E, no final das contas, a herança não é sobre isso, é sobre uma coisa internalizada, sentimental”, explica a atriz.

Nessa linha, o silêncio e o subtexto são os grandes desafios e trunfos da produção. “Trazer o público para gostar de um filme muito silencioso, um filme que não é, talvez, o que as pessoas esperam de um filme nacional, de um filme de gênero… Pra gente, foi claramente uma história contada com emoção, e isso precisa de silêncio, subtextos e coisas não ditas”, acrescenta.

“Não é necessariamente um terror com sangue, espírito e possessão. Eu acho que é um artifício para que coisas absolutamente dramáticas e da vida sentimental fossem [expostas] e que a gente conseguisse se impactar com elas. Hoje, a gente fala em dramédia, em terror psicológico, porque é misturado, a história é misturada, e causam coisas diferentes na gente”, reflete.

Paolla Oliveira estrela “A Herança de Narcisa” • Divulgação/Olhar Filmes

A importância da ancestralidade e conexões femininas

O pano de fundo do filme, focado nas complexas relações familiares, também carrega uma carga pessoal forte para quem está por trás das câmeras.

Segundo Clarissa, o processo de escrita do roteiro se conectou com suas próprias raízes. “Eu penso na minha vó, na minha mãe, na ancestralidade da minha família. Eu penso o quanto isso tocou e vai tocar todas elas. Isso é um presente para minha família, para todas as mulheres que se identificam nesse momento”.

Já para Paolla, o projeto chegou em um momento crucial de sua carreira, servindo como um reencontro com seu próprio ofício após um período de hiato. “A herança que fica é de renovar todos os dias os votos com o meu trabalho. Eu amo o que eu faço. A gente tem que fazer cinema que seja real, fazer trabalhos reais, que seja para tocar o outro”, diz.

“Esse filme me fez retomar algumas coisas. Não só com as artes, não só com o ofício do dia a dia, mas colocar nossa cabeça, nosso corpo, para pensar em perspectiva. É uma história extremamente feminina. É bom a gente falar desses laços, de laços que não são só leves, e é bom a gente se identificar, colocar para fora. Acho que a Ana e a Narcisa vão fazer a gente se identificar em algum ponto nessa vida”, conclui.

Assista ao trailer:

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por carolineferreira

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