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Agricultores argentinos adiam vendas de soja, apesar de preços mais altos

Por CNN Brasil Fonte: reuters 09/07/2026 às 20:33
Agricultores argentinos adiam vendas de soja, apesar de preços mais altos

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Os agricultores argentinos estão retendo sua safra de soja, apesar da alta ​nos preços internacionais, o que limita uma ​importante fonte de divisas para a economia e complica os esforços para reconstruir as reservas do banco central, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira.

Até o final de junho, os produtores haviam vendido apenas cerca de 40% da safra de soja de 2025/26, o ritmo mais baixo em uma década, enquanto apenas 21% da safra havia sido ⁠negociada, segundo a nota da ​ActivTrades.

Na Argentina, a soja é frequentemente tratada como uma reserva de ​valor, com os agricultores preferindo vender primeiro trigo, milho ou girassol para cobrir ⁠os custos operacionais. As safras abundantes dessas ⁠culturas neste ano proporcionaram aos produtores liquidez suficiente para adiar as ​vendas ‌de soja enquanto aguardam uma taxa de câmbio mais favorável, impostos de exportação ⁠mais baixos ou preços mais altos, argumentou a nota do analista Alexander Londono.

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Embora os preços da soja estejam acima dos níveis do ano anterior, a inflação corroeu esses ganhos ‌e ⁠os valores permanecem ‌abaixo de sua média histórica, reduzindo a urgência de vender, disse ele.

O ritmo lento das vendas pode pesar sobre os influxos de dólares provenientes de uma safra de ⁠soja estimada em 51,5 milhões de toneladas. Com ⁠menos grãos entrando no mercado, a oferta de dólares de exportação é reduzida, aumentando a pressão ‌sobre o peso e dificultando que o banco central da Argentina acumule reservas.

O atraso também está pressionando a poderosa indústria de processamento de oleaginosas do país, de acordo com o relatório. As entregas menores de grãos elevam os custos de ‌aquisição, restringem a produção de óleo e farelo de soja e retardam os embarques para exportação.

A atenção agora se volta para os novos dados da safra do ⁠Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previstos para 10 de julho. Se o USDA elevar sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos para cerca de ​120,7 milhões de toneladas, os preços globais poderão cair, o que poderia levar os ​agricultores argentinos a acelerar as vendas.

Mas se o tempo seco reduzir os rendimentos nos EUA, os preços podem subir ainda mais, dando aos produtores locais mais motivos para continuar mantendo os estoques, segundo o ‌relatório.

(Reportagem de Kylie Madry)


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por reuters

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