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Uma ala do governo federal e do PT intensificou a pressão pela saída do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado Federal, após o parlamentar ter se tornado alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A informação foi apurada pela analista de Política da CNN Clarissa Oliveira.
A operação investiga suspeitas de favorecimento ao Banco Master em troca de vantagens, incluindo a possibilidade de que Wagner teria atuado para modificar as regras do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) dentro do Congresso em benefício da instituição financeira.
Segundo apuração da CNN, após resistir inicialmente à pressão de uma ala do Palácio do Planalto e do PT, Wagner teria sido convencido por aliados próximos da Bahia, neste fim de semana, de que a permanência no cargo pode ampliar o desgaste contra ele e contra o governo, com risco especialmente à campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A expectativa é de que Wagner comunique ao presidente Lula que deixará o cargo para se concentrar em sua defesa diante das suspeitas relacionadas à investigação do Banco Master.
Divisão interna no governo
Nos bastidores, a situação revelou uma divisão clara dentro do governo. De um lado, uma ala defende que uma resposta à altura da operação deflagrada pela Polícia Federal precisa ser dada, e que a omissão pode prejudicar a campanha de forma geral.
De outro, há quem defenda cautela, especialmente diante do impacto que a saída abrupta de Wagner poderia ter na campanha do PT na Bahia, estado onde o partido é bastante forte e onde o senador busca a reeleição. As primeiras pesquisas de intenção de voto, segundo informações apuradas, mostram Wagner bem posicionado no estado.
A analista de política da CNN Clarissa Oliveira destacou que, desde o fim da semana passada, tomou forma uma pressão intensa dentro de uma ala do governo federal para que Wagner colocasse o cargo à disposição do presidente Lula.
“Esse movimento, que é parte muito entranhada dentro do PT, é essa ideia de um fogo amigo”, afirmou Clarissa, acrescentando que o fenômeno é algo recorrente dentro do governo. Segundo ela, há várias correntes e grupos políticos que operam uns contra os outros, inclusive com interesse em ocupar posições como a liderança do governo no Senado.
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Lula avalia cenário antes de bater o martelo
De acordo com aliados próximos de Lula ouvidos por Clarissa Oliveira, o presidente não estaria disposto a simplesmente afastar Wagner de forma abrupta, tratando-se de um amigo de quase 50 anos e pessoa de sua absoluta confiança.
A avaliação no entorno do presidente é de que seria importante encontrar uma forma para que Wagner, caso deixe a liderança, o faça sem sair com o “carimbo de culpado”.
Uma das possibilidades levantadas seria uma saída um pouco mais adiante, com alguma justificativa que não associe diretamente a mudança à operação policial, preservando a presunção de inocência do senador.
Os dois já conversaram por telefone na semana passada, mas a expectativa é de que se encontrem pessoalmente nos próximos dias. Lula tem compromissos em São Paulo e no Rio de Janeiro no início desta semana.
Enquanto isso, o nome de Tereza Leitão (PT-PE) é cotado para assumir a vaga na liderança do governo no Senado, caso Wagner confirme sua saída. Aliados do senador relataram que ele estaria incomodado com o movimento de certos grupos que, segundo ele, estariam o condenando antes da hora.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.TópicosCaso MasterJaques WagnerOperação PFPT (Partido dos Trabalhadores)
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites
