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A Alemanha registrou cerca de 5.120 mortes relacionadas ao calor em 2026, informou nesta quinta-feira (9) o RKI (Instituto Robert Koch). A maioria dessas mortes ocorreu no final de junho, quando as temperaturas médias foram elevadas.
Aproximadamente 4.270 das mortes ocorreram entre pessoas com 75 anos ou mais, informou o RKI em um relatório semanal.
O número de mulheres que morreram foi superior ao de homens, principalmente porque elas representam uma parcela maior da população de idade muito avançada.
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Os dados alemães reforçam um cenário severo em toda a Europa. O Serviço Copernicus para Mudanças Climáticas da União Europeia informou, em um boletim divulgado nesta quinta-feira (9), que a Europa Ocidental registrou o mês de junho mais quente de sua história.
Autoridades nacionais relataram mais de 4.700 mortes em excesso durante a onda de calor de 20 a 28 de junho na França, Bélgica, Espanha e Holanda.
Segundo o RKI, os maiores números de mortes relacionadas ao calor na Alemanha na última década foram registrados em 2018 e 2019, com 8.400 e 6.900 óbitos, respectivamente.
Situação aumenta pressão sobre o governo
Durante o fim de semana da onda de calor, em 27 e 28 de junho, 120 pessoas morreram apenas na cidade de Colônia, no oeste da Alemanha — número quatro vezes mais do que o habitual —, afirmou Katharina Droege, líder do partido Verde do país, durante um debate parlamentar.
Droege acusou o chanceler Friedrich Merz de não ter se pronunciado sobre a onda de calor até o momento, apesar do aumento no número de mortes e dos esforços contínuos dos serviços de emergência, e também acusou o governo de enfraquecer as leis de proteção climática.
O Partido Verde tem criticado duramente a proposta orçamentária do governo para 2027, especialmente por retirar bilhões de recursos destinados à proteção climática para cobrir lacunas no orçamento.
De acordo com a proposta orçamentária, os cortes planejados para o Fundo de Clima e Transformação ainda não foram quantificados de forma concreta.
Em março, a Alemanha apresentou planos para ajudar a cumprir as metas climáticas de 2030 e reduzir a dependência de importações voláteis de combustíveis fósseis, disponibilizando oito bilhões de euros para financiar medidas como a expansão da capacidade de energia eólica e o incentivo às vendas de veículos elétricos.
A maior economia da Europa tem como meta reduzir as emissões de gases de efeito estufa em pelo menos 65% em relação aos níveis de 1990 até 2030 e alcançar a neutralidade climática até 2045.
No entanto, até o momento, a redução é de cerca de 48%, e especialistas afirmam que as políticas atuais são insuficientes.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por laurasantana
