Compartilhar matéria
O presidente americano, Donald Trump, alertou o Irã de que os Estados Unidos provavelmente realizariam novos ataques na noite desta quarta-feira (8), após as ofensivas realizadas na terça-feira (7). O cenário de tensão no Oriente Médio voltou a dominar o debate internacional, com reflexos diretos sobre a economia global.
Em entrevista à CNN Brasil, Sidney Leite, reitor da Unicesusc, avaliou que o conflito já não interessa aos Estados Unidos. “O objetivo do Trump é colocar um ponto final”, afirmou, acrescentando que se trata de um tipo de conflito em que “não há vencedores, só há perdedores”.
O Estreito de Ormuz como arma estratégica
Sidney Leite destacou que o Irã descobriu uma espécie de “bomba atômica sem urânio” ao fechar o Estreito de Ormuz. Segundo ele, essa estratégia provocou um grande estrago não apenas na economia americana, mas na economia global.
Leia Mais
- Ataque atinge região sul do Irã, diz mídia iraniana
- Irã reage a exigências de Trump e acusa EUA de minar negociações
- Sem acordo de paz, EUA e Irã elevam as tensões no Estreito de Ormuz
“O petróleo ainda é o principal nexo de estruturação do funcionamento da economia contemporânea. Em todos os lugares o petróleo está”, explicou.
O especialista ressaltou que o impacto foi imediato: a inflação subiu tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, sendo o efeito mais intenso na economia norte-americana.
“As consequências objetivas do ponto de vista político para o governo Trump foram desastrosas. Ele descobriu que deu um tiro no pé”, declarou Sidney Leite, referindo-se ao objetivo inicial do conflito, que, segundo ele, teria sido derrubar o governo iraniano — meta que não foi alcançada.
Acordo de 14 pontos como alternativa diplomática
Questionado sobre alternativas geopolíticas ao controle iraniano do Estreito de Ormuz, Sidney Leite mencionou um acordo, mediado pelo Paquistão, construído junto com a diplomacia iraniana, chamado de “Minuta de 14 pontos”.
Segundo ele, o documento representa, na prática, uma admissão dos Estados Unidos de que o Irã teve uma performance que surpreendeu. “Se a gente observar item por item, é praticamente uma capitulação”, afirmou.
Entre os pontos do acordo, Sidney Leite citou o fim do embargo econômico — que remonta à Revolução Iraniana de 1978-1979 —, uma ajuda econômica para a reconstrução do Irã e o fim das sanções de controle do capital iraniano no exterior. Como contrapartida, o documento preveria a liberação do Estreito de Ormuz.
“O caminho militar é um caminho que já se percebeu que foi equivocado”, concluiu.
Para Sidney Leite, a saída para o conflito é essencialmente diplomática. “Respondendo objetivamente, a saída é diplomática. Não é colocar o soldado no território iraniano ou no Oriente Médio. É tirar o soldado e colocar o diplomata para negociar. Uma solução negociada é sempre ideal”, afirmou, destacando que, num contexto de alta tensão como o do Oriente Médio, a negociação representa o melhor caminho.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.TópicosDonald TrumpEstados UnidosIrãOriente MédioPetróleo
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites
