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As estatais brasileiras acumularam um déficit de R$ 7,4 bilhões entre janeiro e maio de 2026, superando o rombo registrado em todo o ano anterior, que somou aproximadamente R$ 5,8 bilhões no período de janeiro a dezembro.
Os dados foram divulgados pelo Banco Central em seu relatório de estatísticas fiscais e não consideram a correção pela inflação.
De acordo com o documento, o resultado negativo foi influenciado principalmente pelo déficit registrado em janeiro deste ano, quando as estatais apresentaram um rombo de cerca de R$ 4,8 bilhões.
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As estatais federais também contribuíram de forma significativa para o resultado, acumulando déficit de aproximadamente R$ 5,9 bilhões no período de janeiro a maio.
Por que Petrobras e Banco do Brasil ficam fora do cálculo?
Vale destacar que os dados do Banco Central não incluem o resultado da Petrobras nem do Banco do Brasil. Segundo a analista de economia da CNN Brasil Lucinda Pinto, isso ocorre porque essas empresas possuem autonomia de financiamento.
“A Petrobras, por exemplo, ela capta recursos no mercado de capitais emitindo títulos, ela inclusive capta recursos no exterior, ela faz emissão de bonds”, explicou Lucinda.
A empresa tem capital misto, com uma fatia relevante nas mãos de investidores na Bolsa de Valores, o que a aproxima do modelo de governança do setor privado.
O mesmo raciocínio se aplica ao Banco do Brasil, que também realiza captações nos mercados doméstico e internacional.
Lucinda Pinto esclareceu ainda o objetivo do recorte feito pelo Banco Central.
“O que ele está tentando mostrar é: essas empresas podem, em algum momento, necessitarem de dinheiro público”, afirmou. Trata-se, portanto, de uma medição do risco fiscal, e não de uma análise contábil sobre lucro ou prejuízo operacional das companhias.
Sinal de alerta e o papel dos Correios
Apesar de os R$ 7,4 bilhões não representarem um peso expressivo diante de uma dívida pública de trilhões de reais, Lucinda Pinto ressaltou que o problema está no sinal emitido pelo dado.
“Entender que o governo continua carregando ou permitindo que essas empresas estejam deficitárias é um sinal de pouca disciplina fiscal”, avaliou a analista, acrescentando que o cenário pode indicar a necessidade de novos aportes ao longo do tempo.
Entre as empresas que mais pesam nesse resultado, os Correios se destacam. Segundo Lucinda Pinto, boa parte do déficit está relacionada à estatal, que enfrenta dificuldades para se adaptar a um mercado mais ágil e tecnológico.
“A taxa de juros pesa, a concorrência pesa, a incapacidade da empresa de se adequar a esse mercado muito mais tecnológico, tudo isso explica o resultado negativo”, disse.
A analista também apontou que o crescimento do déficit ao longo do tempo é uma demonstração de que o risco pode se ampliar.
O governo chegou a questionar os dados do Banco Central, argumentando que as estatais registraram lucro de R$ 169 bilhões em 2025.
No entanto, Lucinda Pinto lembrou que esse cálculo inclui a Petrobras e o Banco do Brasil — empresas com bons resultados —, o que distorce a comparação.
“Eles esquecem de dizer que essa soma de resultados das estatais, aí sim, inclui a Petrobras, inclui o Banco do Brasil, que são empresas que têm apresentado bons resultados até aqui”, concluiu.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.Acompanhe Economia nas Redes Sociais
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites
