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O mercado financeiro elevou, pela 14ª semana consecutiva, a previsão para os juros em 2026. Segundo o boletim Focus divulgado pelo Banco Central, a Selic foi projetada para 14% ao ano. O cenário é reflexo direto de gastos públicos que escapam do controle do arcabouço fiscal, segundo análise de Lucinda Pinto, no CNN Prime Time.
Para ilustrar o impacto prático neste cenário, Lucinda Pinto apresentou um gráfico com a curva de juros futuros — contratos negociados diariamente na B3 que refletem as expectativas dos investidores para o comportamento da taxa Selic ao longo dos anos.
Os dados mostram que o mercado projeta a Selic em 14,22% ao final de 2026, com alta para 14,70% no ano seguinte. Segundo as projeções negociadas pelo mercado, a taxa permanece acima de 14% ao longo dos próximos dez anos.
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“Isso tem tudo a ver com esse cenário de fiscal descontrolado, de dívida pública em alta, essa falta de confiança no direcionamento que o arcabouço fiscal deveria dar”, avaliou a analista.
Questionada sobre precedentes históricos, Lucinda Pinto afirmou que uma curva de juros tão elevada e por período tão prolongado não tem paralelo recente, embora tenha lembrado que uma “curva empinada” — com juros altos projetados para o futuro — foi observada durante o governo Dilma.
Arcabouço fiscal sob pressão
Um estudo do economista Marcos Mendes, realizado com exclusividade para a XP Investimentos e levantado pela CNN, aponta que o governo anunciou quase R$ 190 bilhões em benefícios diretos. Desse total, cerca de R$ 118 bilhões estão fora do limite de gastos estabelecido pelo arcabouço fiscal.
Lucinda Pinto destacou dois aspectos centrais do estudo. O primeiro é que aproximadamente 60% dos gastos anunciados pelo governo neste ano não serão contabilizados dentro do arcabouço fiscal. “Isso é uma maneira do governo conseguir cumprir a sua meta fiscal para o ano sem deixar de gastar”, explicou.
Para ela, essa estratégia abala profundamente a confiança do mercado e da população na meta, uma vez que a credibilidade do arcabouço é essencial para orientar o endividamento público. “Quando existe esse tipo de estratégia de fazer gastos fora da contabilidade oficial, fica bastante delicado você confiar naquela meta, naquele arcabouço”, afirmou.
O segundo aspecto apontado por Lucinda Pinto diz respeito ao volume efetivo dos gastos. Entre os itens não contabilizados como despesa orçamentária estão o aumento do programa Minha Casa Minha Vida e o próprio programa Desenrola. “Esses gastos saem do bolso do governo e obviamente acabam impactando a dívida pública de alguma forma”, ressaltou.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.Acompanhe Economia nas Redes Sociais
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites



