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A pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (29) demonstra que, além de elevada rejeição e da resistência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao dano causado pelo vazamento de sua conversa com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem outro adversário preocupante na busca por um novo mandato: a abstenção de seus eleitores.
Quem declara voto no petista compareceu menos às urnas, nas eleições de 2018 e de 2022, do que os apoiadores de Flávio.
Na principal simulação de 2º turno, Lula tem 47% contra 44% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo a pesquisa Nexus/BTG.
Essa diferença, no entanto, cai para apenas um ponto (47% x 46%) quando se considera apenas quem disse ter comparecido às últimas duas eleições (2018 e 2022).
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São, de alguma forma, aquilo que institutos de pesquisa nos Estados Unidos — onde o voto não é obrigatório — gostam de chamar de “likely voters” (eleitores prováveis).
Isso acende um alerta na campanha à reeleição do presidente: ele precisará energizar sua militância para garantir que seus votantes, de fato, transformem sua preferência em número.
É sempre mais difícil quando o que mobiliza o eleitor é mais a rejeição a um dos nomes do que, propriamente, entusiasmo com a oferta de candidatos.
Quando se leva em conta apenas os entrevistados que afirmam ter votado em uma das duas últimas eleições, faltando na outra, Lula supera Flávio com tranquilidade (55% x 32%).
O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, avalia que é maior a probabilidade de não comparecimento dos eleitores que admitem não ter votado em 2018 ou em 2022. Pondera, no entanto, que a pesquisa recém-divulgada ainda não incorpora a modelagem de “likely voters” dos Estados Unidos. É apenas uma dedução.
No Brasil, segundo Tokarski, a abstenção é um fenômeno mais associado a eleitores de baixa renda — camada o petista pontua melhor. Em média, lembra, o índice de não comparecimento fica em torno de 20% ou levemente acima disso.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por leticiamar
