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A combinação entre pautas-bomba e ampliação de gastos visando as eleições vão ampliar pressões sobre as contas públicas e fragilizar regras fiscais. Essa é a análise do relatório Risco Brasil, lançado neste mês pela consultoria política Arko Advice , parceira de conteúdo do WW.
Entre as medidas em tramitação com custo bilionário está a elevação do Simples Nacional. Somente o aumento do limite para as pequenas empresas custaria mais de R$ 40 bilhões aos cofres públicos, conforme cálculos da equipe econômica. O Planalto se opõe à proposta.
Por outro lado, o governo Lula, até maio deste ano, tinha lançado iniciativas que podem injetar cerca de R$ 227 bilhões na economia em 2026, segundo levantamento do CNN Money.
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O cientista político e CEO da Arko Advice, Murillo de Aragão, apontou ao WW que as contas públicas estão como um fator de risco ao ambiente econômico do país. “Porque com essa insegurança a respeito da questão fiscal, o empresário retrai o seu instinto de investidor e prefere aguardar para ver o que que vai acontecer”, destaca.
Segundo ele, há pouco espaço para debates de reformas fiscais no atual contexto político. “O que ocorre é uma disputa de populismo… O governo ‘preparou o populismo’ e o Congresso diz: ‘eu também vou ser populista e vou aprovar pautas-bomba aqui”, pontua.
No relatório, a consultoria vê como provável uma possível perda de credibilidade, com a aprovação pontual de matérias prejudiciais ao orçamento. Junto disso, viria a derrubada parcial de vetos presidenciais que envolvem aumentos em despesas.
O resultado seria um “ruído fiscal” e uma deterioração gradual do orçamento, com uma queda menor nos juros.
Aragão alerta que a deterioração orçamentária, junto de outros fatores políticos pode afetar diretamente as campanhas à presidência. “Vejo uma piora no quadro e, quando esse cenário institucional e fiscal bater na atividade econômica, vai gerar uma impopularidade maior do governo”, afirmou.
No entanto, a Arko também traz como possibilidade uma contenção nos gastos. Nesse caso, o Congresso limitaria o avanço de pautas-bomba e preservaria partes dos vetos do presidente Lula em propostas sobre gastos.
O resultado seriam regras fiscais “arranhadas”, mas ainda presentes, um ciclo gradual de cortes nos juros pelo Banco Central e um ambiente econômico previsível.
* publicado por Danilo Cruz, da CNN Brasil em São Paulo
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por danilocruz
