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Uma rara cópia da Declaração de Independência dos Estados Unidos foi encontrada nos Arquivos Nacionais do Reino Unido, em Londres, por um arquivista voluntário.
Considerado o único exemplar conhecido desse tipo fora do território americano, o documento veio à tona justamente quando o país celebra, neste sábado (4), os 250 anos da independência.
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Segundo a agência britânica PA Media, trata-se de uma impressão produzida em 1776 na cidade de Exeter, no estado de New Hampshire, com o objetivo de divulgar a notícia da independência às demais colônias britânicas. O documento permaneceu escondido no acervo do arquivo britânico durante séculos.
O responsável pela descoberta foi o voluntário Michael Scurr, que encontrou o documento enquanto analisava materiais do acervo.
Scurr contou que, ao abrir o manuscrito, viu no topo da página a palavra “Declaration” em letras grandes e percebeu que havia encontrado algo incomum.
Scurr afirmou que precisou manter a descoberta em sigilo por várias semanas para que historiadores pudessem analisar e confirmar a autenticidade do documento. Ele contou ainda que chamou imediatamente seu supervisor ao perceber a relevância do achado.
A descoberta é divulgada pela CNN Internacional no mesmo dia em que os Estados Unidos comemoram os 250 anos da independência do domínio britânico.
Em entrevista ao Agora CNN, o professor João Carlos Souto, autor do livro *Suprema Corte dos Estados Unidos: Principais Decisões*, afirmou que o processo de independência foi precedido por um intenso debate político e cultural nas 13 colônias britânicas na América.
De acordo com Souto, a insatisfação com o aumento de impostos imposto pelo Parlamento britânico alimentou um sentimento de injustiça que culminou na divulgação da Declaração de Independência, em 4 de julho de 1776. Elaborado por Thomas Jefferson e assinado na Filadélfia, o documento exerceu influência sobre movimentos políticos em outros países, incluindo a Inconfidência Mineira.
O professor também destacou que a Declaração de Independência influenciou diretamente a Constituição dos Estados Unidos, concluída em 1787. Para ele, foi a partir desse texto que princípios como a separação dos Poderes, o federalismo e o presidencialismo passaram a ser aplicados de forma concreta, consolidando instituições que permanecem como referência até os dias atuais.
Ao comentar os desafios contemporâneos às instituições americanas, Souto afirmou que a Suprema Corte tem resistido a iniciativas do presidente Donald Trump que considera incompatíveis com a Constituição. Segundo o especialista, esse funcionamento institucional representa a continuidade dos princípios estabelecidos pela Declaração de Independência de 1776 e pela Constituição de 1787.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por joaoscavacin
