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A súbita escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã acrescenta um novo desafio à já delicada reunião de líderes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), realizada na Turquia.
A cúpula já prometia ser difícil para os membros europeus da aliança, que enfrentam um presidente americano que ameaçou reduzir o compromisso dos EUA com a Europa e assumir o controle de um território pertencente a um dos aliados.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, dedicou boa parte do primeiro dia da cúpula, na terça-feira (7), a destacar o aumento dos gastos com defesa pelos países da aliança, uma das principais críticas do presidente americano, Donald Trump.
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Rutte anunciou novos acordos de defesa no valor de dezenas de bilhões de dólares, em uma tentativa de demonstrar que o peso financeiro da defesa da Europa está sendo redistribuído. Mas a nova escalada do conflito, possivelmente a maior desde que EUA e Irã assinaram o Memorando de Entendimento no mês passado, agora ameaça transformar as discussões da Otan em um tema secundário.
Trump afirmou na manhã desta quarta-feira (8) acreditar que o memorando de entendimento firmado com o Irã “acabou”, após a série de ataques registrados na região. “É uma perda de tempo negociar com eles”, disse Trump durante a cúpula.
A alta representante da União Europeia para Relações Exteriores, Kaja Kallas, afirmou nesta quarta-feira que “a troca de ataques entre os EUA e o Irã torna ainda mais difíceis as já delicadas negociações para encerrar a guerra”.
Trump tem criticado outros integrantes da Otan por, segundo ele, não apoiarem os EUA em sua guerra contra o Irã e atacou pessoalmente os líderes de vários países por causa desse tema.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por danielseiti
