Segundo dados do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil, 64.471 pessoas morreram em decorrência do Acidente Vascular Cerebral, de janeiro deste ano até o início de outubro. O AVC foi o responsável por tirar a vida de um brasileiro a cada seis minutos. A condição, popularmente chamada de “derrame”, deve ser diagnosticada rapidamente para salvar vidas e reduzir sequelas.
Segundo o Ministério da Saúde, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. É uma doença que acomete mais os homens e é uma das principais causas de morte, incapacitação e internações em todo o mundo. Quanto mais rápido for o diagnóstico e o tratamento do AVC, maiores serão as chances de recuperação completa. Desta forma, torna-se primordial ficar atento aos sinais e sintomas e procurar atendimento médico imediato.
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Existem dois tipos de AVC:
- O AVC hemorrágico – Ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia. Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. É responsável por 15% de todos os casos de AVC, mas pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico.
- AVC isquêmico – Ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo. Essa obstrução pode acontecer devido a um trombo (trombose) ou a um êmbolo (embolia). O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos.
Vale destacar que o diagnóstico é feito por meio de exames de imagem, que permitem identificar a área do cérebro afetada e o tipo do derrame cerebral. Tomografia computadorizada de crânio é o método de imagem mais utilizado para a avaliação inicial do AVC isquêmico agudo, demonstrando sinais precoces de isquemia.
Algumas medidas podem ajudar o paciente a se prevenir da doença:
- Não fumar;
- Não consumir álcool;
- Não fazer uso de drogas ilícitas;
- Manter alimentação saudável;
- Manter o peso ideal;
- Beber bastante água;
- Praticar atividades físicas regularmente;
- Manter a pressão sob controle;
- Manter a glicose sob controle.
De acordo informações disponibilizadas pelo Hospital Israelita Albert Einstein o tratamento é de acordo com o tipo de AVC. No caso do isquêmico, se houver tempo hábil (de até quatro horas e meia), geralmente o tratamento se dá a partir de medicamento trombolítico, administrado direto na veia. O objetivo é dissolver o coágulo sanguíneo que está entupindo a artéria cerebral e causando a isquemia. Mudanças de estilo de vida, controle dos fatores de risco e uso de anticoagulantes também devem ser indicados.
Mais complexo, o tratamento do hemorrágico exige que a pessoa seja internada em uma unidade com capacidade de monitorização neurológica especializada. O tratamento pode ser cirúrgico ou clínico, a depender do volume da lesão, da localização e da condição clínica do paciente.
Em ambos os casos, a reabilitação é indicada logo que o paciente deixa de apresentar riscos de piora neurológica ou clínica. Geralmente, esse processo de recuperação das sequelas é lento e exige uma equipe multiprofissional, composta por especialistas de fonoaudiologia, fisioterapia, enfermagem e terapia ocupacional.




