23/09/2026

Avião comercial evita colisão com aeronave da Força Aérea dos EUA

Por Bacci Notícias
Avião comercial evita colisão com aeronave da Força Aérea dos EUA

Um voo comercial da companhia aérea JetBlue precisou interromper a subida logo após a decolagem para evitar uma possível colisão com um avião-tanque da Força Aérea dos Estados Unidos. O episódio ocorreu na sexta-feira (12), durante um trajeto que saía de Curaçao, no Caribe, com destino a Nova York, segundo informações divulgadas pela agência Associated Press.

De acordo com a reportagem, a agência teve acesso à gravação da comunicação entre o piloto da aeronave comercial e o controle de tráfego aéreo. No áudio, o comandante relata que o avião militar cruzou diretamente a rota do voo da JetBlue enquanto voava sem o transponder ligado, equipamento essencial para a identificação e o monitoramento de aeronaves.

“Quase tivemos uma colisão no ar”, afirmou o piloto na comunicação. Segundo ele, a aeronave da Força Aérea estava a aproximadamente 4,8 quilômetros de distância e na mesma altitude do avião comercial, o que obrigou a tripulação a interromper imediatamente a subida para evitar o choque.

Ainda conforme a Associated Press, após a manobra do avião da JetBlue, a aeronave militar desviou da rota e seguiu em direção ao espaço aéreo da Venezuela. O caso foi comunicado às autoridades americanas.

Em nota divulgada no domingo (14), o porta-voz da JetBlue, Derek Dombrowski, confirmou que o incidente foi oficialmente reportado. “Participaremos de qualquer investigação”, afirmou. Ele destacou ainda que os tripulantes da companhia são treinados para lidar com situações de risco e elogiou a atuação da equipe. “Agradecemos à nossa tripulação por relatar prontamente esta situação à nossa equipe de liderança.”

O episódio ocorre em um contexto de aumento da presença militar dos Estados Unidos na região. Desde setembro, o governo de Donald Trump deslocou grande poder de fogo para a costa da Venezuela, incluindo o porta-aviões USS Gerald Ford, considerado o maior navio de guerra do mundo.

Nas últimas semanas, forças americanas bombardearam mais de 20 embarcações nas águas do Caribe e do Oceano Pacífico, operações que resultaram na morte de mais de 80 pessoas. O governo dos EUA afirma, sem apresentar provas públicas, que os alvos estariam envolvidos com o tráfico de drogas.

Diante do agravamento do cenário, a Administração Federal de Aviação (FAA) emitiu no mês passado um alerta às companhias aéreas, solicitando cautela ao operar no espaço aéreo venezuelano, em razão da deterioração da segurança e do aumento da atividade militar dentro e ao redor do país.

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