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BC trocou mensagem e foi muito mais claro hoje, diz economista

Por CNN Brasil Fonte: afonsobenites 25/06/2026 às 19:35
BC trocou mensagem e foi muito mais claro hoje, diz economista

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O BC (Banco Central) divulgou nesta quinta-feira (25) o Relatório de Política Monetária e, na sequência, o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, concedeu uma coletiva de imprensa que era aguardada pelo mercado após os ruídos gerados pelo comunicado e pela ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).

Durante a coletiva, Galípolo reconheceu que o excesso de explicações pode ter tornado o comunicado confuso. Ele também afirmou que divergências de interpretação sobre a condução da política monetária são naturais e que não cabe ao Banco Central produzir consenso entre os agentes de mercado.

BC esclareceu a mensagem, diz economista

Em entrevista ao CNN Money, o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, a coletiva cumpriu o papel de esclarecer a comunicação da autoridade monetária.

“O Banco Central trocou a mensagem e foi muito mais claro ao explicar que o polêmico parágrafo fazia referência ao choque de oferta”, afirmou.

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Segundo Sanchez, a fala de Galípolo deixou claro que o trecho do comunicado foi, “no mínimo, mal escrito”, mas afastou qualquer interpretação de ingerência na condução da política monetária. O economista também destacou que o horizonte de análise do Banco Central mudará na próxima reunião do Copom, passando do quarto trimestre de 2027 para o primeiro trimestre de 2028.

Embora considere incomum esse tipo de falha, Sanchez ponderou que erros de comunicação podem ocorrer. “O comunicado é uma publicação bastante sintética e, por isso, suscetível a equívocos. O Banco Central é formado por seres humanos e pode cometer erros”, disse.

Na avaliação dele, o contexto atual exigia uma comunicação mais precisa, o que contribuiu para as interpretações divergentes. Sobre a afirmação de Galípolo de que a autoridade monetária não precisa gerar consenso, Sanchez observou que o ideal seria uma comunicação suficientemente clara para que o mercado convergisse naturalmente para a leitura pretendida pelo BC.

BC eleva projeção para o PIB

O Relatório de Política Monetária também elevou a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, de 1,6% para 2%.

Para Sanchez, a revisão já era esperada. “Nós já trabalhávamos com uma projeção de 2% na Ativa e mantivemos essa estimativa”, afirmou.

Segundo o economista, a principal mudança ocorreu nas expectativas para o consumo das famílias, impulsionado por medidas como a renegociação de dívidas e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil.

Ele acrescentou que outras medidas de estímulo ainda não incorporadas pelo Banco Central podem levar a novas revisões.

Ao comentar a diferença entre a projeção do Banco Central e a do Ministério da Fazenda, que estima crescimento de 2,3% em 2026, Sanchez afirmou que essa divergência é comum. Segundo ele, a equipe econômica costuma adotar um cenário mais otimista, enquanto o Banco Central considera de forma mais intensa os riscos fiscais.

Sobre os próximos passos da taxa Selic, o economista afirmou que as decisões continuarão condicionadas à evolução dos indicadores econômicos. Ele destacou que o cenário externo melhorou desde a última reunião do Copom, citando a queda do preço do petróleo Brent, de US$ 87 para cerca de US$ 75 por barril, fator que, em sua avaliação, favorece a continuidade do processo de afrouxamento monetário.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.Acompanhe Economia nas Redes Sociais

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites

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