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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nesta quinta-feira (2) a segunda fase do ProFloresta+, iniciativa voltada à restauração ecológica por meio da geração e compra de créditos de carbono de alta integridade.
Nesta etapa, a estatal irá chamar empresas interessadas em adquirir créditos de carbono para participar da estruturação do maior leilão de compra de créditos de carbono de restauração florestal já realizado no país.
Segundo o banco, a atuação será feita em duas frentes.
Com a abertura da manifestação de interesse, irá reunir empresas interessadas em adquirir os créditos de carbono, estruturando contratos padronizados e organizando um processo competitivo para seleção dos projetos de restauração.
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As empresas deverão manifestar demanda mínima equivalente a 1 milhão de créditos de carbono, volume correspondente à remoção de 1 milhão de toneladas de CO₂ da atmosfera.
Em seguida, poderá financiar os desenvolvedores vencedores do leilão por meio de linhas de longo prazo, especialmente do Fundo Clima – Florestas Nativas, ampliando a escala da restauração ecológica no país.
Dessa vez, diferente da primeira fase do programa, que contou com a Petrobras como comprador âncora, a nova etapa ampliará o modelo para empresas de diversos setores econômicos.
A expectativa é que o leilão da segunda fase do ProFloresta+ ocorra ainda em 2026. As empresas interessadas em conhecer a iniciativa ou manifestar interesse poderão solicitar reunião com a equipe do banco pelo e-mail profloresta@bndes.gov.br.
O objetivo do BNDES é formar uma demanda ampla e permanente por créditos de carbono de alta integridade, permitindo que o mecanismo ganhe escala nacional e possa ser replicado em novas rodadas.
“Na primeira fase mostramos que o modelo funciona. Agora damos um passo além: estamos criando um mercado organizado de compra de créditos de carbono de restauração, reunindo empresas interessadas, estruturando contratos de alta integridade e financiando projetos capazes de recuperar áreas degradadas em todos os biomas brasileiros”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante durante o anúncio.
TópicosCNN Brasil MoneyBNDESInfraestrutura
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por rafaelvillarroel
