O Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) do Rio de Janeiro assegurou que as forças de segurança não recuarão no combate ao crime organizado. A declaração ocorreu após a megaoperação realizada na última terça-feira (28/10) nos complexos da Penha e do Alemão, que deixou 121 mortos.
A ação integrada, classificada como o maior golpe já sofrido pela facção na história, teve como alvo principal as lideranças. Em pronunciamento, um policial do BOPE enfatizou que as áreas do Complexo da Penha e do Alemão se transformaram em um quartel-general do tráfico, abrigando lideranças de vários estados do Brasil, incluindo Pará, Pernambuco, Bahia e Minas Gerais.
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O agente destacou “DOCA, o Urso” como a principal figura por trás da expansão do grupo no Rio e em território nacional. “Diante desse cenário, foi desenvolvido um trabalho integrado das forças de segurança, especialmente da Polícia Militar e da Polícia Civil. O trabalho foi feito com uma base de inteligência robusta, e este é o resultado”, afirmou o porta-voz.
O balanço da equipe também apresentou números: mais de 90 fuzis e mais de 80 “narcoterroristas” foram apreendidos e presos, respectivamente. No entanto, a operação entrou para a história do estado por sua letalidade. O número de mortos subiu consideravelmente nos dias seguintes ao confronto inicial, ultrapassando 120 e se tornando mais letal que o massacre de Carandiru.
Entre as vítimas estavam policiais do BOPE e da Polícia Civil. O confronto, que durou cerca de 15 horas, gerou um cenário caótico, com criminosos chegando a usar drones para lançar artefatos explosivos contra os agentes. Em meio ao luto e à repercussão dos incidentes, o policial do BOPE concluiu com uma mensagem impactante:
“Em nome do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), em nome dos policiais tombados e, especialmente, dos nossos policiais, posso garantir que ninguém vai parar a gente”, finalizou.






