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O voo de lançamento teste de um foguete suborbital, nomeado como Sebit foi anunciado, nesta sexta-feira (3), por estatais sul-coreana e brasileira. O foguete vai partir do CLA (Centro de Lançamento de Alcântara), no Maranhão.
A negociação faz parte do primeiro contrato da ALADA (Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil S.A.), estatal que pretende facilitar a comercialização internacional do território nacional, com a INNOSPACE, empresa sul-coreana e prevê voo teste para avaliação do desempenho, prontidão operacional e confiabilidade da missão.
A CNN Brasil revelou, em primeira mão, que a empresa brasileira estava em negociação com mais de 20 acordos de confidencialidade. Conforme registrado no contrato, a empresa sul-coreana planeja que o primeiro voo teste do SEBIT valide o desempenho de voo do foguete.
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Para além disso, o teste também visa a geração de dados de voo, primordiais para o aprimoramento do foguete e seu modelo de serviço. A partir dos resultados dos testes, as empresas pretendem redobrar a confiança no SEBIT e expandir os serviços de teste e verificação para instituições de pesquisa e seus clientes comerciais
O SEBIT, um foguete suborbital multi-propósito, foi desenvolvido para realizar testes de carga útil, verificação de tecnologias e missões de pesquisa. Seu voo acontece próximo ao limite do espaço, sem entrar na órbita terrestre.
O equipamento foi projetado para simulações de ambientes de microgravidade, pesquisas científicas, testes funcionais de componentes espaciais e demonstração de tecnologia em condições de voo de alta altitude e velocidade.
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Base de Alcântara
A base foi cenário da maior tragédia do programa espacial brasileiro, que deixou 21 pessoas mortas em agosto de 2003.
No dia, a equipe se preparava para o lançamento da terceira versão do VLS (Veículo Lançador de Satélite) nacional, no momento em que um incêndio no primeiro estágio do foguete causou a explosão da nave e a morte de 21 pessoas.
Segundo dados da pesquisa: “História de uma catástrofe anunciada: as tentativas e os fracassos, na ausência de políticas de cooperação, no âmbito do Mercosul”, publicada pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
A maioria das vítimas fazia parte do grupo de especialistas brasileiros, mais da metade eram engenheiros que detinham o conhecimento de todo o processo para o lançamento do VLS, que acabou extinto em 2016.
*Sob supervisão de Thiago Félix
TópicosBase de AlcântaraFABFoguete
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por laurynamaral
