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Buzzi cita disfunção erétil e mar agitado em defesa de acusação de assédio

Por CNN Brasil Fonte: fernandafonseca 07/07/2026 às 14:32
Buzzi cita disfunção erétil e mar agitado em defesa de acusação de assédio

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A defesa do ministro Marco Buzzi, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), apresentou laudos médicos sobre limitações físicas do magistrado para tentar afastar acusações de importunação e assédio sexual apuradas em PAD (Processo Administrativo Disciplinar) contra ele. Entre os documentos está um relatório urológico que aponta disfunção erétil moderada.

Buzzi é alvo do PAD desde abril, quando o STJ instaurou o processo para investigar denúncias de duas mulheres. Uma delas é uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família do ministro, que relata ter sido assediada durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC), em janeiro deste ano.

A outra é uma ex-colaboradora terceirizada do gabinete de Buzzi, que afirma ter sofrido toques não consentidos e comentários de teor sexual entre 2023 e 2025.

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No caso da praia, a jovem afirma que o ministro a conduziu para um trecho mais distante e sem visibilidade e pressionou o corpo dela contra o dele. A defesa nega a acusação e argumenta que as condições da Praia do Estaleiro, descrita como uma praia de “tombo”, de mar agitado,  seriam incompatíveis com as limitações físicas de Buzzi, que usa bengala e tem histórico de quedas.

O MPF (Ministério Público Federal) rebateu a tese. Em manifestação nos autos, o órgão afirmou que o laudo urológico “não traz qualquer referência” capaz de excluir a possibilidade de assédio.

O próprio médico responsável pelo relatório, ouvido como testemunha no PAD, disse que os problemas de mobilidade do ministro não o impedem de se locomover nem tornam impossível a conduta narrada pela denunciante. Segundo o médico, os medicamentos usados por Buzzi podem reduzir a libido, mas não necessariamente causam impotência.

Em interrogatório, o ministro sugeriu ainda que a jovem poderia ter interpretado de forma equivocada um banho de mar. Para o MPF, a tese “carece de plausibilidade”, já que a denunciante descreveu o episódio com “firmeza e coerência” em mais de um depoimento.

A defesa nega também as acusações da colaboradora do gabinete. Os advogados argumentam que a disposição física da sala e a circulação de outros servidores no local tornariam incompatíveis os episódios narrados por ela, além de sugerir que a denúncia teria sido motivada por receio de demissão.

O Ministério Público rejeitou os argumentos e concluiu haver elementos suficientes para caracterizar infrações funcionais nos dois casos. No parecer, o órgão pediu a procedência das imputações e a aplicação da pena de aposentadoria compulsória ao ministro.

Outro lado

A CNN entrou em contato com a defesa do ministro Marco Buzzi para posicionamento e aguarda resposta.

TópicosMarco Aurélio BuzziSTJ (Superior Tribunal de Justiça)


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por fernandafonseca

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