CĂąmara aprova urgĂȘncia para suspender decreto do IOF

Por ContilNet 17/06/2025 Ă s 02:31
CĂąmara aprova urgĂȘncia para suspender decreto do IOF


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A CĂąmara dos Deputados aprovou, na noite desta segunda-feira (16), por 346 votos a 97, a urgĂȘncia para a tramitação do projeto de decreto legislativo (PDL) 314/2025 que suspende os efeitos do decreto do governo que altera regras do Imposto sobre OperaçÔes Financeiras (IOF).

A urgĂȘncia foi aprovada, mas nĂŁo foi definida a votação do mĂ©rito do texto do decreto, que deve ocorrer ainda estĂĄ semana.

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O pedido de urgĂȘncia foi apresentado pelo deputado Zucco (PL-RS), logo apĂłs a publicação da norma pelo governo na semana passada.

Ao anunciar que colocaria a proposta em votação, o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o clima na Casa era contra o decreto do IOF.

“Conforme tenho dito nos Ășltimos dias, o clima na CĂąmara nĂŁo Ă© favorĂĄvel para o aumento de impostos com objetivo arrecadatĂłrio para resolver nossos problemas fiscais”, disse Motta.

As alteraçÔes modificaram um decreto anterior que também tratava das regras do IOF. Entre as medidas propostas pelo governo estão o aumento na taxação das apostas eletrÎnicas, as chamadas bets, de 12% para 18%; das fintechs, de 9% para 15% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), igualando-se aos bancos tradicionais; a taxação das Letras de Crédito Imobiliårio (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), títulos que atualmente são isentos de Imposto de Renda.

O decreto faz parte de medidas elaboradas pelo Ministério da Fazenda, juntamente com uma Medida Provisória (MP) para reforçar as receitas do governo e atender às metas do arcabouço fiscal.

O líder da federação PT-PCdoB e PV, Lindbergh Farias (PT-RJ), criticou a oposição, afirmando que a medida atinge o andar de cima e não recai sobre a população mais pobre.

“O trabalhador na ponta nĂŁo sofre com essas medidas. É uma medida que pega o andar de cima. Temos um problema no paĂ­s quando a gente vĂȘ setores, grupos econĂŽmicos bradando a necessidade de um ajuste fiscal, mas Ă© sĂł em cima do povo pobre. Na hora em que vem uma alternativa, eles dizem que nĂŁo querem pagar imposto”, criticou.

A líder do PSol, Talíria Petroni (RJ) também apontou que o aumento incide sobre a parcela mais rica da população e que visa evitar cortes nas åreas sociais.

“Eu quero Ă© ver ter coragem de cortar parte dos R$ 50 bilhĂ”es em emendas parlamentares, que representa um quarto do orçamento discricionĂĄrio brasileiro. Isso equivale a cinco Bolsas FamĂ­lia, equivale a quatro vezes o orçamento da Educação e a trĂȘs vezes e meio o orçamento da SaĂșde”, argumentou.

O autor do pedido de urgĂȘncia, deputado Zucco, defendeu a votação com o argumento do alto gasto do governo em viagens e diĂĄrias. “SĂŁo R$ 7 bilhĂ”es”, disse sem apresentar dados.

O deputado Alex Manente (Cidadania-SP) tambĂ©m defendeu a urgĂȘncia para a tramitação do projeto que derruba o decreto do governo.

“Nosso paĂ­s nĂŁo suporta mais ver o governo federal que, ao invĂ©s de buscar alternativas para rever o custo da sua mĂĄquina pĂșblica, aumenta imposto a todo momento”, disse.

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