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A Justiça de São Paulo inicia nesta segunda-feira (29) a fase de audiências de instrução do processo que apura a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima, é réu por homicídio qualificado.
Segundo decisão da 5ª Vara do Júri do Foro Central Criminal de São Paulo, as oitivas de testemunhas ocorrerão entre os dias 29 de junho e 2 de julho. O interrogatório do acusado está marcado para o dia 3 de julho, às 10h.
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O cronograma definido pela Justiça prevê:
- 29 de junho: depoimentos de delegado, peritos criminais, policiais militares e outras testemunhas do caso;
- 30 de junho: oitivas de testemunhas, policiais militares, testemunha protegida e pessoas ligadas à investigação;
- 1º de julho: audiência com familiares da vítima, incluindo o depoimento especial da filha de Gisele, além de outras testemunhas;
- 2 de julho: depoimentos de policiais militares, oficiais da corporação e demais testemunhas;
- 3 de julho: interrogatório do tenente-coronel réu no processo.
Na mesma decisão, a juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro rejeitou pedidos preliminares apresentados pela defesa, entre eles a alegação de nulidade de elementos do Inquérito Policial Militar.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em 18 de fevereiro de 2026, no apartamento onde o casal morava, no bairro do Brás, na região central de São Paulo. A acusação sustenta que, após uma discussão motivada pela decisão de Gisele de encerrar o relacionamento, o tenente-coronel efetuou um disparo de arma de fogo contra a cabeça da esposa.
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Ainda de acordo com o MP, após o crime o oficial teria tentado simular um suicídio ao posicionar a arma na mão da vítima e alterar a cena para induzir a investigação a erro.
Laudos periciais apontam inconsistências na versão apresentada pela defesa. As investigações identificaram vestígios de sangue nas roupas do acusado e indícios de que ele teria tomado banho após o crime para eliminar provas.
Para o Ministério Público, o homicídio foi praticado por motivo torpe, relacionado ao sentimento de posse e à recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento. A denúncia também afirma que Gisele foi surpreendida, sem possibilidade de defesa, circunstância que qualifica o crime.
A CNN Brasil solicitou posicionamento atualizado da defesa do tenente-coronel e aguarda retorno. O espaço segue aberto.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
TópicosFeminicídioPM (Polícia Militar)São Paulo (capital)
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por Khauan Wood
