Caso Gritzbach: “Não foi só o Vinicius”, diz mãe de motorista morto

Por CNN Brasil 22/06/2026 às 11:35

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A morte simbólica de Vinicius Gritzbach, delator do PCC, em novembro de 2024, não foi a única vida perdida naquele dia. O motorista de aplicativo Celso Novais também morreu com tiros de fuzil.

O Tribunal do Júri no Fórum de Guarulhos, começou a julgar Denis Antonio Martins, Ruan Silva Rodrigues e Fernando Genauro da Silva, nesta segunda-feira (22). Os policias militares são réus e acusados de executarem as vítimas, no Portão 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos.

“Ele também precisa ser lembrado”

A mãe do motorista de aplicativo viajou de Brasília até São Paulo, para presenciar o julgamento dos executores do filho, e clama por justiça.

Acompanhada da filha, irmã da vítima, Aparecida Camila, de 65 anos, elas defendem que o nome de Celso seja lembrado após o atentado que vitimou o familiar.

Embora o caso tenha tomado proporções por conta de Vinicius Gritzbach, a morte do motorista de aplicativo, que nada tinha a ver com o processo de delação envolvendo a maior facção do país, não é de menor importância. Além de irmão e filho, Celso deixou três filhos.

Como funciona o Tribunal do Júri

Durante o julgamento do caso Gritzbach serão ouvidas 21 testemunhas, sendo nove de acusação, uma comum ao MP e ao réu Juan, duas de defesa do réu Juan, duas de defesa dos réus Juan e Denis, duas de defesa do réu Denis e cinco de defesa do réu Fernando.

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O passo inicial para o júri é o sorteio dos jurados. A etapa conta com 25 pessoas que podem ser selecionadas. Destes, sete são sorteados para compor o Conselho de Sentença.

Eles fazem a leitura das peças principais do processo, para se inteirarem do caso julgado. É o Conselho de Sentença que decide sobre a condenação ou absolvição dos réus. Já ao juiz, cabe apenas presidir os trabalhos, realizar a dosimetria da pena em caso de condenação e redigir a sentença.

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A partir disso, começam as oitivas das testemunhas. Em seguida, os réus são interrogados.

Após o interrogatório, começa a fase dos debates, em que representantes da acusação e da defesa expõem as teses ao Conselho de Sentença.

Em primeiro lugar, é a parte da acusação quem tem a palavra. Caso haja apenas um réu, o tempo de fala é de uma hora e meia. Em caso de dois ou mais réus, o tempo é de duas horas e meia.

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Em seguida, é a vez da defesa dos réus se pronunciarem pelo mesmo período de tempo. No entanto, se houver réplica do MP, o tempo é de mais uma hora (se for um réu) ou duas horas (se forem dois ou mais réus) para a acusação e igual tempo para a tréplica da defesa.

Um dos últimos passos é o momento em que o Conselho de Sentença se reúne na sala secreta para votar os quesitos e decidir sobre a condenação ou absolvição dos réus. Por fim, o juiz prepara e faz a leitura da sentença.

TópicosGritzbachPCC (Primeiro Comando da Capital)São Paulo (geral)


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por Vitor Bonets

Conteúdo Original / Fonte: Vitor Bonets

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