Cenário de buscas na Venezuela ainda espera sobreviventes, diz especialista

Por CNN Brasil 03/07/2026 às 17:33

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As buscas por sobreviventes dos terremotos que atingiram a Venezuela entram na segunda semana, com milhares de pessoas ainda desaparecidas sob os escombros. O cenário, segundo o especialista em análise de riscos Gerardo Portela ao CNN 360°, é de esperança reduzida, mas não nula, de encontrar vítimas com vida.

Portela explicou que o período mais favorável para resgates já passou. “A gente tem uma janela que a gente chama de janela de ouro, onde você tem a maior parte das vítimas que são resgatadas, a maior probabilidade de encontrar alguém com vida, que são as primeiras 72 horas”, afirmou.

Com nove dias transcorridos desde os tremores, as equipes de resgate trabalham agora principalmente para recuperar corpos e, eventualmente, encontrar o que o especialista chamou de “milagres”.

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Bolsões de sobrevivência nos escombros

Apesar do cenário adverso, Portela destacou que ainda é possível encontrar sobreviventes em situações extremas. “É possível se formar um bolsão ou uma bolha com água, às vezes até com alimento e ventilação, suficiente para manter a vida, mesmo que em condições precárias”, explicou.

Segundo ele, pessoas podem permanecer nos escombros sem lesões graves com hemorragia, o que mantém as equipes trabalhando na esperança de encontrar esse tipo de sobrevivente.

O especialista também chamou atenção para o fenômeno dos tremores secundários. Segundo Portela, foram registrados mais de 782 sismos após os dois tremores principais, ambos de magnitude acima de 7 pontos.

Esse fator complica ainda mais a atuação das equipes de resgate, que precisam avaliar criteriosamente os riscos estruturais antes de autorizar qualquer pessoa, inclusive bombeiros, a entrar nos escombros.

Risco para civis nos escombros

Imagens captadas por drones mostraram civis adentrando prédios severamente danificados em busca de pertences, animais de estimação ou parentes. Para Portela, o risco nessas situações é elevado.

“O risco é realmente alto para essas pessoas que estão tentando resgatar objetos, às vezes na esperança de encontrar um animal de estimação, ou até mesmo um parente ou um corpo por conta própria, sem o suporte técnico que é necessário para fazer esse tipo de resgate”, alertou.

O especialista ressaltou que equipes profissionais realizam uma análise estrutural detalhada do cenário antes de qualquer intervenção, levando em conta elementos que podem colapsar e os riscos de novos tremores secundários.

Ele destacou ainda que o uso de drones, mesmo por amadores, tem contribuído para facilitar as operações, pois “uma visão do alto pode facilitar muito o resgate e pode mostrar muito sobre o risco”.

Crise sanitária como ameaça crescente

Além dos desafios imediatos do resgate, Portela alertou para um segundo cenário igualmente preocupante: a crise sanitária. Com mais de 50 mil pessoas desaparecidas e a infraestrutura do país já fragilizada antes dos terremotos, o especialista avaliou que a situação pode se agravar significativamente.

Segundo Portela, os tremores causaram danos à rede de distribuição de água, às adutoras e às bombas de abastecimento, comprometendo também o fornecimento de energia elétrica necessária para o funcionamento das estações de tratamento.

“Penso que hoje a questão sanitária é a principal, porque isso pode se tornar um problema muito mais grave, com várias doenças, com falta de alimentos, falta de remédios, falta de infraestrutura, tudo num pacote só pós-evento sísmico”, concluiu. O especialista enfatizou que a situação demanda suporte logístico externo, vindo de outros países e regiões, para fazer frente ao cenário em contínua agudização.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.TópicosTerremotoVenezuela


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites

Conteúdo Original / Fonte: afonsobenites

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