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O Zoológico de Belo Horizonte comunicou, nesta quinta-feira (17), a morte do chimpanzé Serafim, de 38 anos. Na última quarta-feira (16), ele havia sido diagnosticado com uma lesão cerebral após passar por exames de imagem.
Segundo a nota da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), as equipes identificaram um quadro clínico irreversível e a impossibilidade de controlar as dores que o animal sentia, então optaram por sacrificar Serafim e interromper o sofrimento de forma humanitária, sob orientação e acompanhamento veterinário.
O procedimento foi realizado ainda na tarde desta quinta-feira (17), após uma avaliação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e da Escola de Veterinária da UFMG, além da equipe do Zoo.
Estado clínico de Serafim
O chimpanzé tinha diabetes tipo 2 desde 2016 e era dependente de insulina. Dessa forma, ele passava diariamente por uma medição de nível de glicose logo pela manhã.
Ele também convivia com vasculopatia, um comprometimento vascular decorrente do diabetes que fragiliza a saúde de maneira geral.
Sua dieta era personalizada, com alimentos de alto índice glicêmico, como bananas maduras e melancia, eram oferecidos com moderação ou combinados com fontes de fibra, gordura ou proteína, para ajudar a modular a absorção de açúcar.
Os alimentos favoritos de Serafim eram manga, banana, tomate, alface, taioba, beterraba, cenoura e milho verde cozidos.
Serafim em BH
O chimpanzé Serafim nasceu no Zoológico de Barcelona, porém, somente em janeiro de 2000, foi transferido para o Zoo de Belo Horizonte.
“Serafim foi um símbolo de como o cuidado e a dedicação contribuem para uma vida longeva (a expectativa de vida na natureza é de 30 anos, em média, podendo passar de 40 anos sob cuidados humanos) e com qualidade, mesmo diante de uma condição de saúde crônica”, disse a Prefeitura de BH por meio de nota.
A Prefeitura de Belo Horizonte indicou que após os exames necroscópicos necessários, o corpo de Serafim será levado ao Museu de História Natural da PUC Minas para fins de educação ambiental e incentivo à pesquisa.
*Sob supervisão de André Rigue
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por anaclaracampos.
