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O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o evento sísmico ocorrido na quarta-feira (24) na Venezuela foi um fenômeno raro conhecido como terremoto “duplo”.
Um terremoto “duplo” ocorre quando dois sismos de magnitude e energia semelhantes acontecem muito próximos um do outro e em rápida sucessão, podendo causar mais danos do que um único terremoto. Ambos podem ocorrer na mesma falha geológica, ou um pode desencadear o outro em uma falha próxima.
No entanto, devido a ruídos nos dados preliminares, alguns cientistas acreditam que o evento na Venezuela pode ter sido um único tremor prolongado, em vez de dois terremotos distintos. Embora essa distinção possa não alterar o impacto sobre a população, ela poderia ajudar os cientistas a compreender melhor esse fenômeno raro e a melhorar a capacidade de prever a intensidade dos terremotos.
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Especialistas não sabem ao certo se tipos específicos de falhas geológicas têm maior probabilidade de produzir terremotos duplos, explicou Judith Hubbard, sismóloga da Universidade Cornell. “Eles não ocorrem com frequência suficiente para estabelecermos uma regra geral”, disse Hubbard.
Uma análise preliminar do USGS mostrou que o primeiro terremoto, com magnitude 7,2, foi seguido, apenas 39 segundos depois, por outro de magnitude 7,5.
A falta de clareza sobre os dados sísmicos estão dificultando a análise dos terremotos, segundo Hubbard, existem outras explicações possíveis.
Para começar, um terremoto de magnitude 7,5 não acontece de uma só vez, explicou ela. Um sismo dessa magnitude geralmente começa em um único ponto e se propaga ao longo da falha geológica, rompendo diferentes segmentos em momentos distintos. Nesse caso, o tremor inicial — responsável pelo terremoto de magnitude 7,2 — pode ter desencadeado um efeito dominó de tremores que, por fim, resultou no terremoto de maior magnitude.
Um terremoto geralmente leva entre 30 e 40 segundos para se desenvolver e, “como aquele tremor mais intenso ocorreu enquanto o primeiro ainda estava em andamento, foi muito difícil identificá-lo” nos dados, explicou ela. A CNN entrou em contato com o USGS para obter comentários.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por marianacatacci



