ContilNet Notícias
Notícias

Com medo, navios evitam usar rota do Estreito de Ormuz perto de Omã

Por CNN Brasil Fonte: derlacardoso 10/07/2026 às 09:32
Com medo, navios evitam usar rota do Estreito de Ormuz perto de Omã

Compartilhar matéria

O Estreito de Ormuz está repleto de minas (que estão sendo removidas gradualmente); portanto, para entrar e sair, há duas opções: navegar rente à costa norte de Omã ou utilizar a rota de navegação designada pelo Irã.

O Irã quer muito que os navios utilizem sua rota — chegando a atacar com drones embarcações que navegam pelo lado de Omã para deixar isso claro. Foi exatamente isso que desencadeou a recente escalada de ataques contra navios-tanque na rota.

As empresas de navegação parecem estar acatando a orientação, pelo menos por enquanto. Das 22 passagens confirmadas pelo Estreito de Ormuz na quinta-feira (9), apenas uma embarcação utilizou o canal do lado de Omã, segundo a Kpler, empresa que utiliza dados de transponders e satélites para rastrear navios.

Vale notar: Alguns navios estão desligando seus transponders e tentando passar rapidamente, por isso não está claro exatamente quantas embarcações estão entrando e saindo do estreito. No entanto, a marca de 22 travessias representa uma queda acentuada em relação às cerca de 40 a 50 registradas nas últimas semanas e um número significativamente menor do que os mais de 100 trânsitos diários que ocorriam antes do início da guerra.

“Com o controle de Ormuz ainda sendo um ponto central de disputa entre Washington e Teerã, é provável que os operadores mantenham a cautela, sejam seletivos quanto às rotas e estejam mais dispostos a adiar trânsitos não essenciais até que haja evidências mais claras de uma desescalada”, afirmou a Kpler em um relatório.

Leia Mais

Pausa nos ataques diante de diplomacia

Os exércitos dos Estados Unidos e do Irã pausaram nas últimas horas a intensa troca de bombardeios que tomou conta do Oriente Médio nos últimos dois dias.

A CNN apurou que esforços diplomáticos têm sido feitos nos bastidores para amenizar as tensões no conflito dos dois lados, segundo uma autoridade americana.

Os EUA têm realizado ataques de forma deliberada e, em seguida, feito pausas para evitar uma escalada e permitir que a diplomacia atue, afirmou a autoridade.

O país mantém uma lista de alvos como meio de pressão.

Dias de intensos bombardeios

A aparente calma veio depois de dois dias de intensos bombardeios essa semana.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por derlacardoso

Sair da versão mobile