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O comissário da União Europeia para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, visitou o projeto de terras raras Colossus, da australiana Viridis Mining and Minerals, em Poços de Caldas, Minas Gerais, em meio à corrida de países ocidentais para reduzir a dependência da China em minerais críticos.
A visita ocorreu no sábado (20) e fez parte da missão oficial da União Europeia ao Brasil antes do Fórum de Investimentos UE-Brasil, em Brasília.
Segundo a Viridis, o comissário esteve acompanhado por integrantes de seu gabinete, representantes da Comissão Europeia, do Banco Europeu de Investimento e da Delegação da União Europeia no Brasil.
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O projeto Colossus é considerado um dos mais promissores de terras raras em desenvolvimento no país. A empresa tem buscado posicionar o ativo como uma alternativa ocidental para o fornecimento de insumos usados em ímãs permanentes, veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa.
A visita ocorre em um momento em que a União Europeia tenta acelerar acordos com países fornecedores de minerais críticos. O bloco busca reduzir riscos de dependência de cadeias concentradas, especialmente em etapas de processamento e refino, hoje dominadas pela China.
No comunicado, a Viridis afirmou que as conversas trataram da criação de cadeias de fornecimento “seguras e resilientes” entre Brasil e Europa.
A empresa também disse que foram discutidos potenciais mecanismos de apoio para facilitar o desenvolvimento de projetos estratégicos de minerais críticos, com foco em dar mais segurança a investimentos, fortalecer cadeias de suprimento e acelerar a entrega dos projetos.
“Essas discussões fazem parte de um engajamento mais amplo e contínuo entre a Viridis e partes interessadas da União Europeia sobre um possível apoio futuro ao Projeto Colossus”, diz a empresa.
A Viridis já recebeu sinalizações de interesse financeiro e institucional para o projeto.
O projeto recebeu uma carta de interesse não vinculante da Bpifrance Assurance Export, agência francesa de crédito à exportação. A instituição atua em nome do Estado francês na oferta de garantias e seguros para apoiar empresas e projetos com interesse estratégico para a França no exterior.
Além da frente financeira, a empresa tenta avançar na comercialização futura da produção.
A Viridis assinou uma carta de intenção não vinculante com a belga Solvay para fornecimento de carbonato misto de terras raras do Colossus. Pela proposta, o material brasileiro poderia ser processado pela Solvay em sua unidade de La Rochelle, na França, enquanto as empresas negociam um acordo definitivo de fornecimento.
Segundo a Viridis, o Colossus pode ajudar a atender objetivos industriais, tecnológicos e de transição energética da Europa.
A companhia também participou recentemente do Fórum de Investimento em Minerais Críticos do G7, em mais um sinal da tentativa de aproximar o projeto de governos e consumidores industriais de países ocidentais.
O interesse europeu no Colossus ocorre em meio a uma disputa global por terras raras.
Esses elementos são fundamentais para a produção de ímãs permanentes usados em motores elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e aplicações de defesa. A China domina grande parte da cadeia global, especialmente nas etapas de separação, refino e produção de ímãs.
O projeto Colossus fica no complexo alcalino de Poços de Caldas, região já conhecida por ocorrências minerais e por estudos ligados a terras raras.
A empresa planeja uma planta comercial para produção de carbonato misto de terras raras a partir de 2028.
Para o Brasil, o avanço das negociações ocorre em um momento de debate sobre como transformar reservas minerais em desenvolvimento industrial.
O governo brasileiro tem defendido que minerais críticos sejam usados para atrair investimentos em beneficiamento, refino, tecnologia e agregação de valor no país.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por gabrielgarcia

