Corregedoria apura menção a delegado de SP por investigado da PF

Por CNN Brasil 07/07/2026 às 06:33

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A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo instaurou um procedimento para apurar a suposta participação do delegado Fábio Pinheiro Lopes, atual diretor do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas), em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado.

A decisão ocorre após o nome do delegado ser citado em uma conversa em um aplicativo de mensagens entre Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado pela Polícia Federal como integrante de organização criminosa e sancionado pelos EUA por ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital), e o advogado Romany Cutolo Bonente, conhecido como “Roma”.

Segundo o relatório da da PF, um áudio cita que um dos investigados precisa enviar R$ 100 mil para uma pessoa identificada como “Fabio Caipira do Deic”. O delegado é conhecido pelo apelido de “Caipira”.

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O suspeito era diretor do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), mas foi afastado do cargo pelo Governo de São Paulo em dezembro de 2024, após o seu nome ser citado na delação de Vinícius Gritzbach sobre envolvimento entre policiais e membros do PCC.

Posteriormente, ele foi nomeado diretor do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas).

Em nota, a SSP-SP (Secretaria Estadual da Segurança Pública de São Paulo) informou que assim que tomou conhecimento sobre o caso, a Corregedoria abriu uma investigação e compartilhou informações com a Polícia Federal.

A CNN Brasil não localizou a defesa do delegado Fábio Lopes. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.

Citado em áudio

Um áudio extraído do celular de Shimada revelou um suposto pagamento de R$ 100 mil a uma pessoa chamada “Fábio Caipira do Deic”.

A mensagem foi enviada na madrugada de 15 de maio de 2024 ao advogado Romany Cutolo Bonente, o Roma, que relata a dificuldade de administrar valores relacionados às operações financeiras do grupo.  Roma ainda teria reclamado que Shimada utilizou dinheiro de terceiros para quitar outras dívidas.

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No documento, no entanto, não há informação de que o dinheiro teria sido transferido. O delegado citado não foi acusado formalmente no caso.

Roma também teria indicado valores milionários pendentes com diferentes pessoas.

Shimada, que atualmente está foragido, foi alvo de sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, e é apontado por autoridades norte-americanas como elo financeiro entre integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) na Flórida e traficantes internacionais.

De acordo com as investigações, o empresário utilizou mais de 70 empresas de fachada para lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

TópicosLavagem de dinheiroOrganização CriminosaPCC


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por giulianazanin

Conteúdo Original / Fonte: giulianazanin

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