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O ponta-esquerda Gabriel Martinelli afirmou que ele e os demais jogadores da Seleção Brasileira correriam “20 ou 30% a mais” para potencializar Neymar ou Vini Jr. durante uma partida.
“Acho que a gente correria 20, 30% a mais para poder potencializar o Ney ou o Vini, quem quer que seja. Eu, particularmente, sempre tento me doar ao máximo para o que precisar fazer ali. Se precisar defender linha de cinco ou defender como lateral, eu vou estar disposto a fazer”, disse Martinelli durante entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (22).
“Não só eu, mas acho que toda a equipe está se doando bastante. A gente quer ganhar a Copa do Mundo, sabe da capacidade que tem. Acho que a gente correria dez, vinte, trinta [por cento], ainda mais por isso”, completou o atacante.
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Neymar deve estar presente na partida contra a Escócia, conforme indicou o técnico Carlo Ancelotti no último fim de semana. O camisa 10 não entra em campo há mais de um mês, desde que se lesionou na partida entre Santos e Coritiba, em 17 de maio.
A última vez em que Neymar atuou pela Seleção foi há exatos 979 dias, no duelo contra o Uruguai, em 17 de outubro de 2023, quando sofreu uma grave lesão no joelho.
Além da participação de Neymar, outra grande dúvida é quem será o substituto de Raphinha no ataque. Os principais cotados são Luiz Henrique, ponta-direita que foi titular em quatro jogos com Ancelotti, e Rayan, que entrou no lugar de Raphinha depois que o jogador se machucou na partida da última sexta-feira.
Martinelli confirmou que pode ser uma das opções para substituir o companheiro, lamentou a lesão do ponta-direita e afirmou que todo o grupo torce pela recuperação do jogador.
“Tem muito jogador de qualidade ali na frente. Eu, particularmente, prefiro jogar na esquerda, mas no Arsenal já joguei bastante pela direita. Fiz um pouco também no jogo contra a França, pela direita. Então é deixar isso nas mãos do professor, ele que decide.”
O atacante também falou sobre o objetivo do Brasil contra a Escócia, na próxima quarta-feira, em Miami. A Seleção busca a vitória para garantir a classificação ao mata-mata como líder do grupo.
Martinelli destacou que terminar a fase de grupos como cabeça de chave também permite que o Brasil permaneça treinando em Nova Jersey.
“Se a gente classificar em segundo, a gente tem que ir para o México e acaba mudando um pouco a programação. Nossa mentalidade é ganhar o jogo e continuar aqui por todos os benefícios que a gente tem aqui. Facilidades, um CT muito bom, o hotel aqui que a gente treina. É ótimo também pra gente passar o dia com os jogadores, tem muitas coisas aqui pra gente fazer juntos”, disse.
O Brasil lidera o Grupo C com quatro pontos, mesma pontuação do Marrocos, mas aparece à frente da seleção africana pelo saldo de gols. Até o momento, se terminar em primeiro, a equipe enfrenta o Japão, segundo colocado do Grupo F. Caso avance em segundo, o adversário seria a Holanda.
O jogador também admitiu que o desempenho dos atletas na Copa do Mundo tem sido inferior ao apresentado nos clubes europeus, como na Premier League, campeonato em que foi campeão com o Arsenal.
“A Premier League é muito intensa, mas pelo clima aqui também, que está muito calor, os jogadores às vezes acabam não conseguindo manter o mesmo nível da liga que jogam. Às vezes a gente não está acostumado a jogar tanto com os mesmos jogadores, é um jogo só a cada muito tempo”, afirmou Martinelli.
“Mas, com certeza, está sendo uma Copa muito bonita, com jogos de qualidade e alta intensidade”, completou.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por gabrielteles



