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Após a repercussão negativa das cotas zero adicionais para importação de carros elétricos, o ministro Márcio Elias Rosa disse que a decisão não foi tomada para causar danos à produção nacional.
O chefe da pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços avalia que a medida tem potencial de fortalecer o mercado de veículos híbridos e elétricos no país.
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“O governo federal tomou essa decisão ontem [terça]. Não foi para causar dano à produção nacional. Ao contrário, é para fortalecer o consumidor e o mercado, não ignorando que a gente tem que ter uma série de medidas para acomodar todos os interesses, que são legítimos”, disse ao programa Bom Dia, Ministro da EBC.
Na última terça-feira (23), o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior deliberou pela aplicação de cotas adicionais de importação com alíquota zero para veículos elétricos semidesmontados e desmontados por seis meses em um somatório de US$ 463 milhões a partir de julho.
A decisão foi questionada por entidades do setor, que alegam que vai prejudicar as indústrias do segmento já instaladas no Brasil. A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) já avalia entrar na justiça para questionar as cotas adicionais.
“Para acalmar [o setor] é muito simples, é só olhar para o filme inteiro. Desde o início, o governo tem atuado para fortalecer a indústria automotiva nacional. O governo tudo faz e tudo fará para que essa indústria continue crescendo. O diálogo seguirá existindo”, disse Elias.
Cronograma
Segundo o ministro, também havia uma pressão das empresas para que o governo alterasse o cronograma de elevação tarifária para veículos elétricos e híbridos importados. Apesar disso, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior decidiu manter.
Assim, os veículos eletrificados montados e semidesmontados (SKD) passam a recolher imposto de importação de 35% já a partir de julho deste ano.
Veja o cronograma:
- veículos eletrificados montados e semidesmontados: começam a recolher imposto de importação de 35% a partir de julho de 2026;
- veículos desmontados: alíquota de 35% vale a partir de 1º de janeiro de 2027 (até lá, continuam recolhendo 14% de imposto de importação).
“Essa decisão foi tomada porque essas montadoras estão se instalando no país para produzir. Tem uma em São Paulo, tem outra na Bahia. O que é bom para o mercado e para os empregos”, declarou.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por manuelasilva
