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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira (10) que concorda com a investigação sobre supostas irregularidades envolvendo entidades ligadas à produção de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A manifestação diverge da posição do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que classificou a operação da Polícia Federal desta quinta-feira como uma “tentativa de interferência política” do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), nas eleições.
“Eu defendo toda e qualquer investigação. Acho que tudo tem que ser transparente. Temos batido muito na tecla da transparência“, disse Tarcísio durante agenda em Guarulhos. Ele participou de carreata com apoiadores em bairros do município.
O governador também criticou uma eventual reação corporativista do STF diante das suspeitas que envolvem integrantes da Corte e pessoas próximas a autoridades. Segundo ele, as instituições precisam tratar as apurações com rigor.
“Não dá para o Supremo buscar uma linha de só se defender. A questão do corporativismo não vai nos ajudar. Precisamos de rigor nas investigações. A sociedade está cansada e merece respeito”, afirmou.
Questionado diretamente se concordava com a investigação, Tarcísio reforçou sua posição. “Concordo com a investigação [do caso “Dark Horse”]. Concordo com transparência, com clareza; concordo que tudo tem que estar limpo, às claras. Todas as informações têm que estar disponíveis para a sociedade brasileira”, declarou.
Flávio critica operação
Mais cedo, durante agenda de campanha em Boa Vista, em Roraima, Flávio Bolsonaro afirmou que não há irregularidades no financiamento da produção e negou o uso de dinheiro público no filme.
“O que tem claramente é uma tentativa de interferência política, mais uma vez, agora do ministro Flávio Dino, sobre as eleições”, disse o presidenciável. Flávio também relacionou a realização da operação contra recursos do filme ao desempenho dele nas pesquisas eleitorais.
A PF (Polícia Federal) deflagrou nesta quinta a operação Make Up, autorizada por Dino em 3 de setembro. Os agentes cumpriram 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. A ação teve apoio da CGU (Controladoria-Geral da União).
Entre os alvos estão o deputado Mario Frias (PL-SP), produtor executivo e roteirista do filme, e a empresária Karina Gama, responsável pela produtora Go Up Entertainment. Flávio Bolsonaro não foi alvo da operação.
A investigação apura o suposto desvio de parte de R$ 2 milhões em emendas parlamentares destinadas ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora. Segundo a PF, há suspeita de direcionamento de recursos para empresas subcontratadas sem comprovação da prestação do serviço.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por renatasouza.
