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A defesa do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) apresentou, nesta segunda-feira (31), um parecer técnico com novas imagens do caso em que o motorista do petista teria sido abordado de forma incomum por policiais militares na capital paulista.
De acordo com o candidato, as imagens analisadas durante a investigação “pelo visto, não eram das câmeras que importavam”.
Em coletiva de imprensa o advogado Thiago Rocha, responsável pela defesa do funcionário de Haddad, afirmou que uma de suas principais preocupações ao analisar o material investigado era o fato de que as imagens disponibilizadas mostravam apenas a parte de trás do carro.
“Nós, na sequência, peticionamos mais algumas imagens e dentre essas imagens tem essa que mostra não só uma, mas uma segunda viatura cerca de vinte minutos depois parando no local onde Alessandro [o motorista] estava“, explicou.
Isso porque as gravações localizadas durante as diligências da PM mostram o Ford Fusion conduzido pelo motorista parado no ponto posteriormente indicado por ele próprio como local da abordagem. Uma viatura passa pela região, mas não para e os policiais não desembarcam.
O laudo apresentado pela campanha de Haddad contesta essa narrativa. De acordo com os peritos, as novas imagens das câmeras de monitoramento permitem concluir “que os acontecimentos [narrados pelo motorista] são compatíveis com uma parada da viatura em ponto não coberto pelo campo de visão” das câmeras anteriormente analisadas e que os novos vídeos capturam “a entrada da viatura na Rua Joinvile sem passagem imediata pela parte frontal da câmera”.
“O que corresponde integralmente com a narrativa do motorista quanto à viatura envolvida no incidente“, concluem.
Arquivamento da investigação pela PM
No mesmo dia em que a campanha de Haddad anunciou as novas imagens e também o laudo pericial realizado, a Policia Militar concluiu e arquivou a investigação preliminar.
“Na conclusão, a investigação afirma ainda que que não foram identificados indícios de transgressão disciplinar, crime militar ou crime comum atribuíveis aos policiais militares averiguados. O relatório também considerou não haver elementos mínimos para a abertura de sindicância ou outro procedimento administrativo ou disciplinar e propôs o arquivamento da investigação. A autoridade responsável posteriormente determinou: ‘Arquive-se para eventual consulta'”.
No entanto, ainda segue em andamento um inquérito instaurado pela Polícia Civil para investigar o caso.
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por manoelacarlucci.
