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O governo federal lançou nesta segunda-feira (29) mais uma etapa do programa Desenrola, desta vez voltada para os adimplentes.
A nova modalidade, denominada Desenrola Adimplentes, terá um custo de R$ 4 bilhões para os cofres públicos e tem como foco os trabalhadores informais que mantêm suas obrigações financeiras em dia ou que possuem dívidas com atraso de até 90 dias.
Segundo o governo federal, os recursos serão classificados como despesas financeiras, o que significa que não haverá impacto no resultado primário nem interferência no cumprimento da meta fiscal.
O montante será transferido diretamente às instituições financeiras participantes. Até o momento, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil já confirmaram adesão ao programa.
Divisão dos recursos e segunda medida anunciada
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Do total de R$ 4 bilhões, R$ 3 bilhões estão destinados ao Desenrola Adimplentes. O R$ 1 bilhão restante será direcionado ao FIES Empreendedores, uma linha de crédito anunciada simultaneamente pelo governo.
Essa linha tem como objetivo liberar crédito para estudantes recém-formados que ainda estão pagando o empréstimo estudantil, permitindo que possam se dedicar a atividades empreendedoras e dar continuidade à sua trajetória profissional.
A repórter da CNN Elis Barreto destacou que essa etapa do programa já vinha sendo discutida desde o anúncio do Desenrola 2.0, no início de maio.
Na ocasião, o governo sinalizou que a medida serviria como uma forma de premiar os trabalhadores que cumprem com suas obrigações financeiras, em resposta às críticas de que o Desenrola incentivaria a inadimplência por meio de renegociações constantes de dívidas.
Governo nega impacto macroeconômico
Durante o lançamento do programa, o responsável pela pasta da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o novo Desenrola não gerará distorções na economia. Ele também rebateu interpretações de que a medida configuraria um estímulo fiscal capaz de atrapalhar a política monetária.
“Não nos parece que essas medidas impactem do ponto de vista macroeconômico e justifiquem comentários como o que o Pupo trouxe”, declarou Durigan.
Durigan também ressaltou que o programa atua sobre operações de crédito já existentes, nas quais os trabalhadores já honram seus compromissos a taxas de juros mais altas.
“Aqui, para esse caso, falar também de medidas de estímulo é, de novo, uma enorme forçação de barra, não me parece em nenhuma medida que caminhemos para isso”, afirmou.
Ele acrescentou que, mesmo diante de menções do Banco Central sobre a redução da atividade econômica pela taxa de juros, não há, do lado do governo, nenhum estímulo que atrapalhe a política monetária.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.Acompanhe Economia nas Redes Sociais
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites
