O dólar caiu, e a bolsa brasileira voltou a subir em meio à melhora do humor global diante de sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A moeda norte-americana fechou próxima de R$ 5, enquanto o Ibovespa avançou cerca de 1,8%, recuperando parte das perdas acumuladas nos últimos pregões.
O movimento foi impulsionado pelo recuo do petróleo e pela redução das tensões em torno do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.
NotĂcias relacionadas:Trump suspende ataque ao IrĂŁ enquanto negociações continuam.Prazo para declaração anual do MEI termina em 31 de maio.Entenda como funciona o Move Aplicativos para motoristas e taxistas.O dĂłlar comercial encerrou esta quarta-feira (20) vendido a R$ 5,003, com recuo de R$ 0,037 (-0,74%). A cotação chegou a R$ 5,05 por volta das 10h, mas caiu ao longo do dia com o alĂvio no Oriente MĂ©dio.
Na semana, a moeda acumula queda de 1,27%. Apesar do recuo desta quarta-feira, o dólar ainda sobe pouco mais de 1% em maio. No ano, a queda em relação ao real chega a 8,85%.
O mercado reagiu positivamente a informações de que navios voltaram a atravessar o Estreito de Ormuz e a declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, indicando que um acordo com o IrĂŁ estaria em fase final de negociação. Com isso, diminuĂram os temores de interrupção no fornecimento global de petrĂłleo e de uma nova pressĂŁo inflacionária sobre a economia americana.
Dados do Banco Central mostraram ainda entrada lĂquida de US$ 3,027 bilhões no fluxo cambial da semana passada, puxada pelo canal financeiro. Em maio, atĂ© o dia 15, o saldo está positivo em US$ 1,588 bilhĂŁo.
Bolsa recupera perdas
ApĂłs trĂŞs sessões seguidas de queda, o Ibovespa fechou em alta de 1,77%, aos 177.355,73 pontos, no maior avanço diário desde 8 de abril. O Ăndice chegou a superar os 178 mil pontos na máxima do dia, sustentado pela melhora do apetite global por risco e pela recuperação das bolsas em Nova York.
Ações de mineradoras e de empresas ligadas ao consumo e a bancos puxaram a alta. O desempenho positivo ocorreu mesmo com a forte queda das ações da Petrobras, com maior peso no Ibovespa.
Pressionados pelo recuo do petrĂłleo, os papĂ©is ordinários (com voto em assembleia de acionista) da Petrobras caĂram 3,85%. As ações preferenciais (com preferĂŞncia na distribuição de dividendos) recuaram 3,23%.
Entre os destaques de alta ficaram CSN Mineração (+10,29%), Cury (+8,53%) e Lojas Renner (+7,77%). Vale ON avançou 1,21%, e os grandes bancos também subiram.
Em Wall Street, os principais Ăndices fecharam em alta, impulsionados pela expectativa em torno do balanço da Nvidia, maior fabricante de chips do mundo, e pelo alĂvio nos juros dos tĂtulos do Tesouro estadunidense. O Nasdaq (Ăndice das empresas de tecnologia) subiu 1,54%, enquanto o S&P 500 (Ăndice das 500 maiores empresas) avançou 1,08%.
PetrĂłleo despenca
O petrĂłleo registrou forte queda, refletindo a retomada parcial do fluxo marĂtimo em Ormuz e as expectativas de um acordo diplomático entre EUA e IrĂŁ. O Brent, referĂŞncia nas negociações internacionais, fechou em baixa de 5,62%, a US$ 105,02 o barril. O WTI, barril do Texas, referĂŞncia nos Estados Unidos, caiu 5,7%, a US$ 98,26.
A queda nas cotações do petróleo intensificou-se após relatos de que superpetroleiros voltaram a cruzar o estreito, responsável por cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo. Apesar da queda expressiva, os preços seguem em patamar elevado, e o mercado continua atento ao risco de novas tensões no Oriente Médio.
* com informações da Reuters
Conteúdo reproduzido originalmente em: Agencia Brasil por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil*

