Dr. Kalil: Jovens formam grupo mais afetado por doenças mentais; entenda

Por CNN Brasil 04/07/2026 às 19:33

Compartilhar matéria

Um bilhão de pessoas no mundo sofrem atualmente com algum transtorno mental, o dobro do registrado na década de 1990. O dado, publicado na revista científica The Lancet por meio do estudo “Global Burden of Disease”, revela uma crise de saúde mental, com impactos profundos sobre mortalidade e morbidade em escala global.

No Brasil, a situação também é alarmante. Um estudo realizado entre jovens brasileiros mostrou que um em cada três jovens sofre de transtornos mentais, reforçando o cenário descrito pelos especialistas ouvidos no CNN Sinais Vitais deste sábado (4), às 19h30.

Jovens entre 15 e 19 anos são os mais afetados

Uma das descobertas mais impactantes apontadas pela psiquiatra Camila Magalhães Silveira, do Hospital Sírio Libanês, é o deslocamento do perfil das pessoas que mais sofrem com transtornos mentais. “Pela primeira vez, não são mais pessoas de idade média que estão sofrendo de transtornos mentais. São os mais jovens”, afirmou Camila.

Segundo a psiquiatra, o pico do sofrimento mental está concentrado na faixa etária de 15 a 19 anos — uma realidade considerada preocupante pelos especialistas.

Camila também destacou uma diferença de gênero nesse cenário: meninas e mulheres são proporcionalmente mais afetadas do que meninos e homens. Além disso, o que na década de 1990 ocupava o 12º lugar em termos de carga de doenças mentais hoje representa a primeira causa de incapacitação no mundo.

Leia mais

  • Como mulher com histórico familiar preveniu câncer após TPM e ansiedade
  • Saúde mental hoje têm desafios muito diferentes do que há 30 anos
  • Produtividade tóxica gera exaustão e danos à saúde mental, dizem estudos

Causas são múltiplas e complexas

Para a psiquiatra do Hospital Sírio Libanês, os desafios da saúde mental contemporânea não podem ser atribuídos a um único fator. “A gente está pensando transtornos mentais hoje num aspecto multicausal e muito mais complexo do que se pensava na década de 90”, explicou.

Entre os elementos citados estão a insegurança climática, a insegurança alimentar, a desigualdade social, as transformações no mercado de trabalho e a hiperconectividade promovida pelas redes sociais.

A especialista ressaltou que, diferentemente do passado, quando a resposta à crise de saúde mental se limitava à ampliação de serviços de atendimento, hoje é necessário considerar o contexto mais amplo em que os indivíduos estão inseridos.

“A gente tem que pensar esse cenário dos sujeitos nessas famílias, nesse contexto, nesse mundo atual passando por uma série de transformações”, concluiu Camila Magalhães.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.TópicosCNN Sinais VitaisAdolescentesCriançasDoençasDr. Roberto KalilMulheresRedes sociais


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites

Conteúdo Original / Fonte: afonsobenites

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.