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O México chega às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 vivendo um cenário que há tempos não experimentava: confiança. Invicta, com quatro vitórias em quatro jogos e sem sofrer gols, a seleção anfitriã transformou uma brincadeira das arquibancadas em símbolo da campanha até aqui.
A pergunta “¿Y si sí?” (“E se sim?”) tomou conta dos estádios mexicanos durante o Mundial. O que começou como uma brincadeira entre torcedores virou um mantra repetido em coro após a vitória por 2 a 0 sobre o Equador, resultado que colocou fim a um jejum de 40 anos sem vencer um confronto de mata-mata em Copas do Mundo.
A frase faz referência a um comentário comum entre comunicadores esportivos do país: “Sabemos que não, mas e se sim?”. Segundo a Fifa, a ideia é simples: alimentar, entre o humor e a esperança, a possibilidade de o México finalmente quebrar suas barreiras históricas no torneio.
Agora, para seguir sonhando, El Tri terá pela frente um dos maiores desafios da competição. No domingo (5), às 21h (de Brasília), a equipe enfrenta a Inglaterra por uma vaga nas quartas de final.
O time inglês chega embalado pela força de astros como Harry Kane, mas precisará levar em consideração o maior craque mexicano: a torcida. Afinal, talvez não seja à toa que as únicas vezes que a seleção conseguiu passar das oitavas em Copas do Mundo ocorreram justamente no conforto de casa.
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Torcida como trunfo
A seleção disputará mais uma vez uma partida na Cidade do México, onde transformou o estádio em uma fortaleza. Considerando as últimas participações em Copas, o país soma sete vitórias e dois empates em seus nove jogos como mandante no Mundial, além de uma sequência de sete partidas sem sofrer gols em casa.
Nesta edição, o ambiente criado pelos torcedores tem sido apontado como um diferencial. Mais de 80 mil pessoas lotaram o estádio na vitória sobre o Equador, em uma festa marcada por músicas tradicionais e por um apoio constante durante os 90 minutos.
O técnico Javier Aguirre destacou a atmosfera após a classificação.
“Eu não via o estádio assim há 40 anos”, disse.
Por outro lado, o atacante Santiago Giménez tratou de conter a euforia.
“Não achamos que fizemos história ainda, temos que ir por mais, temos fome de mais e teremos outra vez a bonita oportunidade de voltar a jogar em casa. Sobre o ‘e se sim’, ainda não. Falta muito. Não há motivo para acelerarmos as coisas”, afirmou.
Fantasma que só não tem vez em casa
Apesar da tradição em Copas do Mundo, o México ainda busca romper um limite histórico. A seleção jamais disputou uma semifinal do torneio.
As melhores campanhas aconteceram justamente quando o país recebeu a competição. Em 1970 e 1986, os mexicanos chegaram às quartas de final, mas acabaram eliminados.
Agora, diante da Inglaterra, a equipe terá mais uma oportunidade de desafiar esse retrospecto. Além da boa trajetória, o México pode apostar em um velho aliado: jogar diante de sua torcida. Embalada pela campanha perfeita, pela força das arquibancadas e pelo mantra que conquistou o país, a seleção aposta que a resposta para a pergunta que ecoa nas arquibancadas possa finalmente ser positiva.
Afinal, e se sim?
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por manuelladalmas