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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) saiu em defesa do presidente de Valdemar Costa Neto, presidente do PL (Partido Liberal), após ele ter R$ 119 milhões bloqueados em decorrência de operação da Polícia Federal que apura o direcionamento irregular de ao menos 21 emendas parlamentares.
No X (antigo Twitter), Eduardo afirmou que esse tipo de procedimento é uma “prática do ofício de todos os deputados e senadores” e não deveria ser motivo de “espanto”.
“Nunca recebi qualquer pedido do Presidente Valdemar para indicar emendas e, justamente por isso, sinto-me à vontade para esclarecer algo que nem todos conhecem: a indicação de emendas parlamentares é uma prática do ofício de todos os deputados e senadores, independentemente de partido ou espectro ideológico“, publicou.
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De acordo com ele, “trata-se do funcionamento normal do processo orçamentário“.
“Não é incomum, inclusive, que parlamentares de diferentes correntes políticas combinem entre si a destinação desses recursos para as mesmas instituições.”
“Não é motivo de espanto, portanto, ver hospitais recebendo emendas de deputados tanto de direita quanto de esquerda. Trata-se do funcionamento normal do processo orçamentário”, acrescentou.
Na publicação, Eduardo diz ainda que a transformação desses atos em “algo criminoso” é uma interpretação que encontra respaldo “em uma leitura visivelmente enviesada e política do direito”.
Nunca recebi qualquer pedido do Presidente @CostaNetoPL para indicar emendas e, justamente por isso, sinto-me à vontade para esclarecer algo que nem todos conhecem: a indicação de emendas parlamentares é uma prática do ofício de todos os deputados e senadores, independentemente… pic.twitter.com/U5UAti5c2Y
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) July 10, 2026
Entenda
Valdemar Costa Neto é suspeito de direcionamento irregular de emendas parlamentares. Em decisão, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, apontou que o presidente do PL teria indicado ao menos 21 emendas parlamentares que totalizariam R$ 119 milhões.
O ministro também determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, o equivalente aos valores irregulares apontados na investigação.
A determinação veio após apurações da PF (Polícia Federal) apontarem que Valdemar teria utilizado servidores da Câmara dos Deputados para direcionar verbas públicas de forma oculta, por meio de registros fraudulentos.
TópicosEduardo Bolsonaroemendas parlamentaresFlávio DinoValdemar Costa Neto
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por manoelacarlucci
