Efeitos da guerra são insensíveis à política monetária, diz diretor do BC

Por CNN Brasil 25/06/2026 às 13:35

Compartilhar matéria

O diretor de Política Econômica do BC (Banco Central), Paulo Picchetti, disse nesta quinta-feira (25) que os efeitos do conflito no Irã e do El Niño na inflação são “insensíveis” às decisões da política monetária. Ele comparou os choques da guerra e do fenômeno climático a um hematoma que precisa de tempo para se desaparecer.

No comunicado da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o Banco Central sinalizou que ficou “evidente” uma desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para o ano de 2028.

De acordo com o colegiado, o cenário da inflação se deteriorou no intervalo das reuniões de abril e maio.

Leia Mais

  • Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caem mais que o esperado
  • Comércio global cresce 0,7% em abril e mostra resiliência apesar da guerra
  • Arrecadação federal bate novo recorde ao somar R$ 266,8 bi em maio

“O nosso olhar para o trimestre de 2028 foi ver que naquele cenário tem esse componente de choque de oferta que é insensível a política monetária. Ou seja, se a gente dobrasse ou triplicasse a Selic, não íamos abrir o estreito de Ormuz ou fazer El Niño mudar de ideia e deixar de nos visitar esse ano”, disse Paulo.

O diretor reiterou que o BC segue perseguindo o chamado “horizonte relevante” da política de juros, isto é, o último trimestre de 2027. Ele destacou que o Comitê de Política Monetária não “alongou” o horizonte ao enfatizar o trimestre de 2028.

“É como um hematoma. Você leva uma pancada e fica roxo. Esse roxo tem a sua dinâmica, sua inércia. Não tem muito o que você pode fazer no caminho para tirar ele, não tem um remédio que pode tomar. Um dia ele vai embora, se não aparecer outro choque”, disse o diretor ao comparar os choques de oferta a um “hematoma”.

A autoridade monetária tem o objetivo de fazer convergir a inflação para o centro da meta, que é de 3% com intervalo de tolerância que varia de 1,5% a 4,5%.

Acompanhe Economia nas Redes Sociais

Siga noSiga no Forum InterTópicosCNN Brasil MoneyBanco CentralEl NiñoEstreito de OrmuzSelic


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por vitoriaqueiroz

Conteúdo Original / Fonte: vitoriaqueiroz

Bloqueador de anuncios detectado

Por favor, considere apoiar nosso trabalho desativando a extensão de AdBlock em seu navegador ao acessar nosso site. Isso nos ajuda a continuar oferecendo conteúdo de qualidade gratuitamente.