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A IMO (Organização Marítima Internacional), uma agência especializada da ONU (Organização das Nações Unidas), afirma que um acordo de paz entre os EUA e o Irã abriu caminho para retirar de mais de 11 mil marítimos retidos na região do Golfo Pérsico.
O Secretário-Geral da IMO, Arsenio Dominguez, disse que a operação será realizada em coordenação com o Irã, Omã, outros estados costeiros, os Estados Unidos e a indústria marítima.
O plano parece focar inicialmente na retirada do tráfego de embarcações da região de maneira gradual e rigorosamente controlada, em vez de reabrir os fluxos normais de navegação de uma só vez.
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O Escritório Hidrográfico Nacional de Omã informou que um “corredor marítimo temporário” está sendo disponibilizado no Estreito de Ormuz, um dos pontos de estrangulamento de navegação mais estrategicamente importantes do mundo.
O aviso afirma que o TSS (esquema de separação de tráfego habitual) “não é seguro para uso neste momento”.
Em vez disso, os navios poderão ser direcionados por duas vias temporárias de saída através do estreito — uma ao norte do TSS existente e outra ao sul.
O aviso de navegação de Omã informa que a remoção ocorrerá em fases.
As embarcações serão divididas em grupos, com as partidas gerenciadas sob um plano coordenado pela IMO. Os navios não partirão simplesmente por conta própria; as embarcações dos grupos designados serão contatadas individualmente e receberão instruções sobre quando poderão partir. Cada embarcação terá um dia de trânsito específico designado pelas partes que coordenam a operação com a IMO.
Após receberem essa informação, as embarcações poderão seguir para uma área de espera designada em águas internacionais. Ao chegarem lá, os navios deverão contatar o estado costeiro relevante para a rota escolhida, a fim de confirmar se as condições de tráfego permitem o prosseguimento.
O aviso de Omã fornece um conjunto de coordenadas autorizadas apenas para o trânsito em direção ao leste.
O aviso não detalha as coordenadas da segunda rota temporária no texto fornecido, mas afirma que duas rotas, uma ao norte e outra ao sul do esquema existente, poderão ser utilizadas.
O tráfego de embarcações também pode ser temporariamente suspenso por razões de segurança ou proteção, inclusive para evitar conflitos com navios militares.
Esse conteúdo foi publicado originalmente emVer original TópicosEstreito de OrmuzEUAGuerra Oriente MédioIrã
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por lucasoliveira



