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O enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, estarão em Doha para se reunir com mediadores do Catar, mas não haverá uma reunião de alto nível entre Washington e Teerã, informou a agência de notícias Reuters nesta terça-feira (30), citando o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari.
Os dois representantes americanos chegaram a Doha, continuou a Reuters, citando al-Ansari.
A autoridade catariana acrescentou que os US$ 6 bilhões em fundos iranianos congelados não foram transferidos para Teerã e que Doha está coordenando com Omã a passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz.
Ele também disse que a linha direta na via navegável destinada a evitar conflitos tem sido utilizada nos últimos dias para conter hostilidades, segundo a Reuters.
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Entenda o cenário
No Irã
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que, nos termos da Cláusula 13 do memorando entre os Estados Unidos e o Irã, as negociações para um acordo definitivo só podem começar após o início da implementação das Cláusulas 1, 4, 5, 10 e 11.
Segundo ele, os EUA emitiram licenças vinculadas à Cláusula 10 — que trata da venda de petróleo — e o Irã está acompanhando a implementação dessas medidas.
O porta-voz também informou que se está trabalhando na implementação da Cláusula 11, relativa a ativos congelados.
Nesse contexto, uma delegação de especialistas viajará para Doha ainda esta semana, disse ele, acrescentando que qualquer visita de autoridades americanas ao Catar não tem relação com a viagem da delegação iraniana.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o Irã honrará seus compromissos se os EUA fizerem o mesmo, ao mesmo tempo em que alertou que Teerã responderá com firmeza a ameaças.
Ele também disse que metade dos US$ 12 bilhões em ativos iranianos congelados mantidos no Catar será devolvida a Teerã — uma questão sobre a qual os EUA emitiram declarações contraditórias.
Nos Estados Unidos
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse à Fox News que haverá conversas de alto nível acompanhadas de discussões técnicas paralelas.
“O enviado especial (Steve) Witkoff e Jared Kushner (genro de Trump) viajarão para Doha para reuniões de alto nível nesta semana”, afirmou ela.
Em Israel
O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que Trump insistiu em vincular as guerras no Líbano e com o Irã durante as negociações de cessar-fogo, apesar do desejo de seu país de tratá-las como conflitos distintos.
Ele disse que Israel recebeu apoio dos EUA para permanecer no Líbano até que o Hezbollah seja desarmado em todo o país.
No Estreito de Ormuz
A remoção de minas será realizada exclusivamente pelo Irã, afirmou o vice-ministro das Relações Exteriores do país, rebatendo declarações do presidente Emmanuel Macron que sugeriam uma colaboração entre a França, Omã e outros.
Mais de duas dezenas de navios comerciais transitaram por esse ponto estratégico em um período de 24 horas, segundo dados da MarineTraffic — uma fração dos níveis registrados antes do conflito.
No Líbano
O presidente do Parlamento, Nabih Berri — considerado um aliado-chave do Hezbollah —, criticou duramente o acordo mediado pelos EUA entre Israel e seu país, afirmando que ele “não será implementado”.
O conflito entre o grupo radical (apoiado pelo Irã) e as forças israelenses no sul do Líbano prosseguiu durante o fim de semana, dias depois dos países terem assinado uma nova trégua.
Esse conteúdo foi publicado originalmente emVer original TópicosCatarDohaEstados UnidosIrãSteve Witkoff
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por poliannelima



