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Em junho, o etanol voltou a ser mais competitivo que a gasolina no mercado interno. É o que mostra o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
Segundo o levantamento, a relação entre o preço médio do etanol e da gasolina caiu para 67,9% no Brasil, o menor patamar desde março de 2024 e abaixo do índice de 70%, considerado a referência para que o etanol seja mais vantajoso economicamente.
Nas capitais, a relação também recuou, para 68,5%, indicando ganho de competitividade do biocombustível nos principais centros urbanos, embora ainda existam diferenças entre as regiões.
Safra amplia oferta e reduz preços
A melhora na competitividade do etanol foi sustentada pela queda de 4,7% no preço médio do combustível em junho frente a maio, a maior redução entre todos os combustíveis analisados.
Com isso, o litro do etanol hidratado encerrou o mês com preço médio de R$ 4,26 no país e de R$ 4,42 nas capitais.
O aumento da moagem de cana-de-açúcar elevou a oferta do biocombustível, pressionando os preços para baixo.
Enquanto isso, a gasolina apresentou recuo bem mais discreto,com o preço médio caindo 0,3%, para R$ 6,72 por litro, enquanto a gasolina aditivada também recuou 0,3%, chegando a R$ 6,86.
Diesel também recua, mas ainda acumula forte alta em 2026
Entre os derivados de petróleo, o diesel comum registrou queda de 2% em junho, sendo comercializado a R$ 6,988 por litro. Já o diesel S-10 ficou 1,4% mais barato, com média de R$ 7,111.
O gás natural veicular (GNV) foi o único combustível a apresentar alta no mês, de 1,4%, chegando a R$ 4,654 por metro cúbico.
Apesar das recentes quedas, o diesel continua sendo o combustível com maior valorização acumulada em 2026.
O diesel S-10 registra alta de 15,1% no ano, enquanto o diesel comum acumula avanço de 14,1%. A gasolina comum subiu 7,1% e a aditivada, 6,8% no mesmo período.
O etanol é o único combustível com queda acumulada em 2026, de 4,7%.
Oferta maior favorece o biocombustível
Segundo Mauro Kondo, superintendente de Negócios B2B da Veloe, o comportamento dos preços em junho reflete principalmente o aumento da oferta de etanol, favorecido pela safra 2026/27.
Para, ele a maior oferta de etanol elevou sua competitividade frente à gasolina, enquanto os derivados de petróleo continuam condicionados tanto ao cenário internacional quanto à dinâmica doméstica de repasses.
Além da safra de cana, o levantamento destaca que a redução das tensões no mercado internacional de petróleo e a retomada parcial do fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz contribuíram para aliviar parte da pressão sobre os combustíveis derivados do petróleo.
Ainda assim, a demanda doméstica permanece elevada, sustentada pelo nível de atividade econômica e pelo transporte rodoviário, o que limita uma queda mais intensa dos preços ao consumidor.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por lucianafranco


