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Os EUA esperam que o Irã emita, nos próximos dias, uma declaração pública afirmando que o Estreito de Ormuz está aberto e que navios comerciais que tentarem transitar pela via navegável não serão atacados, segundo autoridades americanas de alto escalão.
As autoridades não quiseram especificar quais seriam as consequências para o Irã caso o país não emitisse tal declaração pública. No entanto, em termos gerais, alertaram que os EUA poderiam tomar outras medidas.
“Se essa não for a posição deles, então não será um bom dia para eles”, disse uma autoridade, acrescentando que a expectativa dos EUA é que o Irã adote essa postura em relação ao estreito após uma reunião entre o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e seu homólogo de Omã, Badr al-Busaidi, que deve ser realizada neste sábado (11).
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As autoridades descreveram os ataques a navios no estreito ocorridos nesta semana como ações perpetradas por uma “facção dissidente” do sistema iraniano, que buscava minar o memorando de entendimento assinado entre os EUA e o Irã no mês passado.
A Casa Branca vê uma disputa de poder em curso em Teerã entre moderados, que apoiam a diplomacia com os EUA, e a linha-dura, que se opõe ao acordo assinado em Versalhes, em junho.
Outra autoridade afirmou que o Irã admitiu, em comunicações com os Estados Unidos, que os ataques a navios mercantes haviam sido um erro.
“Eles voltaram à mesa de negociações e disseram: ‘Nós fizemos besteira'”, disse a autoridade.
Mas, mesmo com essa informação que, segundo as autoridades, foi transmitida pelo Irã aos Estados Unidos —, o presidente Donald Trump decidiu responder com ataques.
“O presidente Trump não quis saber. Ele basicamente disse: ‘Sabe, se vocês nos atacarem, nós vamos responder com uma força 20 vezes maior'”, disse uma autoridade.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por lucasoliveira
