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As negociações em nível técnico entre os Estados Unidos e o Irã devem ser retomadas na próxima semana, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão.
“As negociações continuam. Trata-se apenas de uma pausa temporária, e não de uma suspensão do processo”, afirmou o porta-voz da chancelaria paquistanesa, Tahir Hussain Andrabi, em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (24).
O memorando de entendimento assinado na semana passada entre os EUA e o Irã visa interromper os combates, abrir o Estreito de Ormuz e oferecer alívio econômico a Teerã em troca do compromisso de nunca desenvolver armas nucleares.
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No entanto, o acordo deixa detalhes cruciais — como o futuro do programa nuclear de Teerã e seus estoques de urânio enriquecido — para serem definidos ao longo de 60 dias de negociações de alto risco.
“Este é o início de um processo. Resultados e desfechos positivos ficarão mais claros à medida que houver progresso”, declarou Andrabi.
As negociações voltadas para alcançar um fim definitivo para a guerra com o Irã mantêm seu ritmo, com avanços na implementação do acordo inicial do país com os Estados Unidos ganhando forma.
Paralelamente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, viajará aos Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein, até quinta-feira (25), para discutir as negociações entre Washington e Teerã.
O Irã também deve realizar conversas com os Estados do Golfo Pérsico sobre segurança regional na próxima etapa das negociações com os Estados Unidos, segundo o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani.
Saiba os principais acontecimentos dos últimos dias
Linha direta no Estreito de Ormuz
O Irã e os Estados Unidos concordaram em estabelecer uma linha direta para o estreito, visando “prevenir e resolver quaisquer mal-entendidos” com outros países durante a passagem de navios por esse ponto estratégico do comércio de petróleo, segundo o principal negociador de Teerã, Mohammad Bagher Ghalibaf.
O tráfego pelo estreito vem aumentando gradualmente, segundo dados da MarineTraffic, mas ainda permanece bem abaixo dos níveis anteriores à guerra.
Mensagens sobre o programa nuclear
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que Teerã concordou em permitir a entrada de inspetores nucleares no país, descrevendo a medida como “o primeiro passo para a desnuclearização permanente” do Irã.
No entanto, o Irã negou ter assumido novos compromissos de monitoramento; a mídia estatal informou que o país não negociou a questão nuclear durante as 18 horas de discussões.
Ativos iranianos congelados
Vance delineou uma iniciativa para o descongelamento de ativos iranianos que concederia a Washington o poder de aprovação sobre o que Teerã poderia adquirir com esses recursos.
Enquanto isso, Ghalibaf afirmou que o acesso do Irã a US$ 12 bilhões de seus fundos congelados foi concretizado durante negociações na Suíça.
Suspensão temporária de sanções
O Departamento do Tesouro dos EUA concedeu uma isenção de 60 dias para a venda de petróleo iraniano, cumprindo um dos principais compromissos do acordo entre os países.
A medida permite que o Irã venda e entregue petróleo — sem sofrer sanções — a quase todos os países do mundo, inclusive aos Estados Unidos, até a 0h01 de 21 de agosto.
Foco de Trump na questão nuclear
O presidente Donald Trump afirmou que impedir o Irã de obter uma arma nuclear é mais importante do que as preocupações com as possíveis consequências econômicas de uma ação militar prolongada, incluindo o risco de uma depressão global.
Trump reiterou que a ação militar continua sendo uma opção caso o Irã não cumpra o acordo.
Esse conteúdo foi publicado originalmente emVer original TópicosEstados UnidosGuerra Oriente MédioIrãPaquistão
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por poliannelima
