A Polícia Federal indiciou, nesta sexta-feira (14/11), o ex-ministro Silvio Almeida por importunação sexual. O ex-responsável pela pasta de Direitos Humanos do Governo Lula é acusado por importunação, assédio moral e sexual por um grupo de mulheres. Ele foi exonerado e deixou o cargo em setembro de 2024, após o caso vir a público.
A PF já colheu os depoimentos das vítimas e o inquérito foi encaminhado ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça. Ele passa a análise para a Procuradoria-Geral da República, que vai decidir se arquiva ou denuncia o ex-ministro. A investigação tramita sob sigilo, com as identidades das vítimas preservadas.
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Uma das denunciantes públicas é Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, que acusa o ex-colega de importuná-la repetidas vezes. Segundo a irmã de Marielle Franco, Almeida teria a importunado pela primeira vez em dezembro de 2022 ao dizer: “Nossa, como você está linda e cheirosa hoje”.
Segundo a revista Piauí, do ex-ministro também teria feito sussurros eróticos nos ouvidos dela. Em maio de 2023, ele teria passado a mão nas pernas de Anielle por baixo da mesa durante uma reunião. Outros membros do governo estavam presentes durante o encontro, incluindo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Em outubro de 2024, a ministra contou sobre o caso em entrevista ao “Fantástico”: “[A importunação] durou alguns meses, assim, mais de ano, na verdade. Começa com falas e cantadas mal postas, eu diria. E vai escalando para um desrespeito pelo qual eu também não esperava. Até situações que mulher nenhuma precisa passar, merece passar ou deveria passar”.
Silvio Almeida nega as acusações.




