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As exportações brasileiras de minério de ferro somaram US$ 13,4 bilhões nos seis primeiros meses de 2026, alta de 5,2% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da CNN Infra com dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).
Em volume, os embarques chegaram a 189,4 milhões de toneladas, avanço de 2,4% na mesma comparação. No primeiro semestre de 2025, o Brasil havia exportado 184,9 milhões de toneladas de minério de ferro.
O resultado considera as vendas de minério de ferro não aglomerado, principal item da pauta, e de minério aglomerado, como pelotas, sínteres e briquetes.
No minério de ferro não aglomerado, as exportações passaram de US$ 11,46 bilhões para US$ 11,85 bilhões, alta de 3,4%. O volume embarcado subiu de 173,4 milhões para 175,3 milhões de toneladas, avanço de 1,1%.
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Já as vendas de minério aglomerado cresceram em ritmo mais forte. O valor exportado passou de US$ 1,31 bilhão para US$ 1,58 bilhão, alta de 20,5%. Em volume, os embarques foram de 11,5 milhões para 14,1 milhões de toneladas, crescimento de 22,6%.
Os números indicam que o avanço da receita com minério de ferro no semestre foi puxado tanto por aumento de volume quanto por uma melhora no valor médio da pauta, especialmente no minério não aglomerado, que concentra a maior parte das exportações brasileiras do setor.
A China seguiu como principal destino do minério de ferro brasileiro. Apenas nas vendas de minério não aglomerado, os chineses compraram US$ 9,15 bilhões no primeiro semestre, ante US$ 8,37 bilhões em igual período de 2025. O avanço foi de 9,3%.
Com isso, a China respondeu por cerca de 77% das exportações brasileiras de minério de ferro não aglomerado no período, reforçando a dependência do setor em relação à demanda asiática, especialmente da indústria siderúrgica chinesa.
Outros destinos relevantes foram Malásia e Japão. As vendas para a Malásia recuaram de US$ 575,7 milhões para US$ 466,9 milhões. Já os embarques para o Japão cresceram de US$ 323,3 milhões para US$ 376,3 milhões.
Os dados também mostram forte crescimento nas exportações de minérios de cobre e seus concentrados. As vendas externas do produto somaram US$ 3,87 bilhões no primeiro semestre de 2026, contra US$ 2,10 bilhões em igual período de 2025. A alta foi de 84%.
Em volume, os embarques de minérios de cobre passaram de 652 mil toneladas para 848,5 mil toneladas, crescimento de 30,1%. A receita cresceu em ritmo superior ao volume, o que indica aumento relevante no valor médio exportado.
No caso do cobre, a pauta aparece mais distribuída entre compradores europeus e asiáticos. A Alemanha liderou as compras, com US$ 865,1 milhões, mais que o dobro dos US$ 389,4 milhões registrados no primeiro semestre do ano passado. A China aparece em seguida, com US$ 712,2 milhões.
Também houve avanço nas vendas para Polônia, Suécia e Índia. As exportações para a Índia, por exemplo, saltaram de US$ 50,1 milhões para US$ 376,4 milhões, em um movimento que reforça a diversificação dos destinos para minerais usados em cadeias industriais e de transição energética.
A alta ocorre em meio à demanda global crescente por cobre, considerado um dos principais metais da eletrificação. O insumo é usado em redes de transmissão, cabos, motores, veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e sistemas de armazenamento de energia. Com a transição energética e a expansão da infraestrutura elétrica, grandes economias têm buscado ampliar e diversificar o acesso ao metal, o que aumentou a relevância de países produtores como o Brasil.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por gabrielgarcia
