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Férias de julho: Como PMEs podem converter baixa temporada em oportunidades

Por CNN Brasil Fonte: gabrielbosa 05/07/2026 às 10:32
Férias de julho: Como PMEs podem converter baixa temporada em oportunidades

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Considerado parte da baixa temporada para o varejo brasileiro, o mês de julho historicamente desafia comerciantes e empreendedores a pensarem em estratégias elaboradas capazes de atrair o público de volta às lojas — ou ao comércio eletrônico.

A ausência de datas comemorativas e feriados nacionais também coopera para que a desaceleração nas vendas.

Enquanto alguns setores crescem durante o inverno — especialmente aqueles impulsionados pelo período de férias escolares — como turismo e hotelaria e lazer, outros encaram o desafio de driblar a sazonalidade, a moderação no consumo e restrições orçamentárias de muitas famílias.

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De acordo com Índice do Varejo Stone, apenas em 2025, o mês apresentou recuo de 1,1%, ante o mesmo mês de 2024.

Já a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) prevê uma expansão para o varejo no período, embora historicamente associe o mês de julho como um período de baixo crescimento e vendas moderadas.

“Julho costuma ser um período de transição no calendário do varejo. Depois das vendas de Dia das Mães, Dia dos Namorados e das férias de parte das famílias, existe uma redução natural no consumo em muitos segmentos”, diz Ravell Nava, estrategista empresarial e fundador da BRL Educação, empresa voltada à formação de empresários e gestores.

Segundo Nava, lidar com o recuo histórico no volume faturado em julho depende de uma percepção ligada às oportunidades deste mês.

“Muitos empresários interpretam essa desaceleração como uma crise, quando, na verdade, ela faz parte do ciclo do mercado. Quem entende esse comportamento consegue se preparar melhor e transformar um mês mais lento em um período de fortalecimento da operação”, diz.

A boa notícia, avalia o especialista, é que é possível contornar o cenário a partir de estratégias que considerem o mês como um ponto de partida para ações robustas, com foco em datas com forte apelo comercial no segundo semestre.

“Julho é o momento ideal para construir o que vai gerar resultado nos próximos meses”, diz.

Uma das estratégias sugeridas por Nava são as liquidações sazonais. Durante o mês de julho, a baixa nas vendas pode ser uma oportunidade para apostar nas liquidações com o intuito de renovar estoque, lançar novas coleções, e também manter fluxo constante do caixa, mesmo diante das menores cifras.

Contudo, Nava destaca a importância de aplicar descontos apenas em contextos em que isso faça sentido para o negócio e para o posicionamento da marca.

“Promoção faz sentido quando ajuda a cumprir um objetivo específico, como girar estoque, aumentar o fluxo de clientes ou abrir espaço para uma nova coleção”, afirma.

O período mais tranquilo pode ser usado de forma estratégica por lojistas que pretendem se preparar para a segunda metade do ano, repleta de campanhas e datas que movimentam o varejo, como o Dia dos Pais, Black Friday e o Natal, por exemplo.

É o momento ideal para treinar equipes, revisar processos, ajustar estoque, analisar indicadores e estruturar campanhas futuras, aponta o especialista.

“É hora de revisar o calendário comercial, organizar campanhas, definir metas, preparar estoque, alinhar fornecedores, estruturar ações de marketing e criar previsibilidade de vendas”, defende.

As recomendações também podem ser aplicadas a profissionais autônomos e microempreendedores individuais, que também sentem o reflexo da desaceleração generalizada do comércio em sua atuação. É o caso de escritórios de advocacia, consultórios e clínicas médicas, por exemplo.

“O primeiro passo é entender que consultórios, clínicas e escritórios também são negócios. Não basta atender bem, é preciso gerir a empresa”, diz Fernanda Tochetto, psicóloga e fundadora do Tittanium Club, ecossistema de educação empresarial.

Para esses negócios, afirma, a recomendação é manter as atividades em alta.

“Julho é um ótimo momento para fortalecer a comunicação com pacientes e clientes, produzir conteúdo relevante, estreitar relacionamento com quem já conhece o seu trabalho e organizar estratégias para os próximos meses. Esperar o movimento voltar nunca foi uma estratégia”, diz.

Investir na presença digital da empresa também é essencial, avaliam os especialistas.

Apostar em ações voltadas ao marketing, e com forte presença nas redes sociais é uma forma valiosa de contornar a tradicional queda no faturamento, já que esses canais podem auxiliar na construção de relacionamento e fidelização a longo prazo.

Por Maria Clara Dias

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por gabrielbosa

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