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Fim da 6×1 custaria até 6% do PIB, diz presidente da Faesp/Senar

Por CNN Brasil Fonte: afonsobenites 03/07/2026 às 10:32
Fim da 6×1 custaria até 6% do PIB, diz presidente da Faesp/Senar

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A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou um novo capítulo após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), solicitar à assessoria legislativa da Casa uma emenda para retirar o período de transição da PEC que prevê a mudança na jornada de trabalho.

Embora a proposta ainda não tenha calendário definido para tramitação, ela já desperta preocupações no setor produtivo.

Em entrevista ao CNN Money, o presidente da Faesp/Senar, Tirso Meirelles, afirmou que a implementação imediata da medida poderia reduzir o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro entre 5% e 6%.

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Segundo Meirelles, o impacto seria agravado pelo cenário econômico atual, marcado por inflação elevada, juros altos e dívida pública em torno de 81% do PIB. “Se nós fizermos imediatamente, nós vamos perder 5% a 6% do produto interno bruto do país”, declarou.

Para Meirelles, o agronegócio está entre os setores mais vulneráveis a uma mudança abrupta. Ele citou a pecuária leiteira, que exige ordenhas em diferentes turnos, e as atividades de safra, que dependem de operações contínuas. Na avaliação do dirigente, o aumento dos custos de produção no campo pode variar entre 10% e 35%, dependendo da cadeia produtiva.

“Ou você vai diminuir a plantação, ou você não vai produzir”, afirmou. O especialista também argumentou que a escassez de mão de obra pode reduzir a produção e pressionar os preços dos alimentos.

O presidente da Faesp/Senar ainda alertou para o risco de aceleração da concentração fundiária. Segundo ele, 74% das propriedades rurais paulistas têm até 68 hectares e enfrentariam mais dificuldades para absorver o aumento dos custos, favorecendo a aquisição dessas áreas por grandes produtores.

Meirelles também destacou que o debate ocorre em paralelo à implementação da reforma tributária, cujas regras ainda estão em definição. Para ele, a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas elevaria em cerca de 10% o custo da mão de obra e aumentaria a insegurança jurídica para os empregadores.

Apesar das críticas à proposta, afirmou não ser contrário à modernização das relações de trabalho, mas defendeu uma transição gradual, construída por meio de acordos coletivos e adaptada às características de cada setor.

Como referência, citou processos semelhantes adotados por México, Chile e Estados Unidos, que implementaram a redução da jornada ao longo de vários anos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.Acompanhe Economia nas Redes Sociais

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites

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