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A permanência do senador Jaques Wagner na liderança do governo no Senado Federal tornou-se o centro de uma crise que divide a base aliada e o próprio PT (Partido dos Trabalhadores). Alvo da Operação Compliance Zero da PF (Polícia Federal), Wagner deve se reunir nos próximos dias com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para definir seu futuro político.
Segundo a analista Jussara Soares, no CNN Prime Time, o governo já discute quem substituirá Jaques Wagner na liderança do governo no Senado. Dois nomes são citados.
O principal deles é o da senadora Teresa Leitão, de Pernambuco. “A avaliação é que ela tem conseguido ter uma boa articulação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o que é muito importante para o governo neste momento”, explicou Jussara Soares. Teresa Leitão é senadora de primeiro mandato, mas tem se destacado pela capacidade de articulação política.
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O segundo nome cogitado é o do senador Camilo Santana, que deixou o Ministério da Educação e está dedicado às eleições no Nordeste, especialmente no Ceará. No estado, o PT deve enfrentar nas urnas o ex-ministro Ciro Gomes.
Por conta dessa demanda regional, Jussara Soares avaliou que as chances de Camilo Santana assumir a liderança no Senado são praticamente nulas. “A prioridade neste momento deve ser a eleição do Nordeste, portanto Camilo deve seguir por lá”, concluiu a analista.
A avaliação interna é de que a situação de Wagner, como alvo da Operação Compliance Zero, expõe Lula em um contexto de reeleição e fornece munição aos adversários, entre eles Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Planalto pelo PL.
A quarta-feira (24) foi apontada como o dia decisivo para o futuro de Jaques Wagner. Antes de encontrar Lula, o senador deve se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para, na sequência, ter o encontro definitivo com o presidente, no qual se definirá se ele permanece ou não na liderança do governo no Senado Federal. A tendência, segundo fontes do Palácio do Planalto, é de que a reunião resulte em uma troca oficializada.
No Palácio do Planalto, as apostas são de que dificilmente o encontro termine com Wagner mantido na liderança. Todos indicam, porém, que, dada a relação pessoal de décadas entre Lula e o senador, é difícil cravar o desfecho. “A tendência é de que amanhã a gente tenha uma troca oficializada”, afirmou o repórter Danilo Moliterno.
Wagner busca apoio de aliados
Antes de retornar a Brasília, Jaques Wagner buscou o apoio de aliados políticos para conter os danos à sua imagem. Entre eles, estiveram o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e Rui Costa (PT), que fizeram defesas públicas do senador.
Jaques Wagner também telefonou a senadores, entre eles Otto Alencar (PSD-BA), presidente da CCJ, que defendeu publicamente o parlamentar, argumentando que ele teria se posicionado contra a PEC da Autonomia Financeira do Banco Central — um dos pontos centrais da polêmica. O senador Plínio Valério (PSDB-AM) também afirmou que Wagner teria ido contra a proposta, reforçando o apoio público ao senador. Davi Alcolumbre, por sua vez, fez uma defesa pública de Wagner logo no dia da operação.
Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.TópicosJaques WagnerLuiz Inácio Lula da Silva (Lula)PT (Partido dos Trabalhadores)
Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por afonsobenites
