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Governo vê tarifaço quase inevitável, mas quer manter canal aberto com EUA

Por CNN Brasil Fonte: mariajuliablanes 07/07/2026 às 09:33
Governo vê tarifaço quase inevitável, mas quer manter canal aberto com EUA

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vê pouca chance de escapar da aplicação de tarifas de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, a partir do dia 15 de julho, mas considera prioritário manter um canal aberto de negociações com a administração americana.

Na avaliação de auxiliares diretos do petista, mesmo diante do tarifaço, é essencial preservar um diálogo permanente com o governo de Donald Trump para viabilizar a exclusão de setores e até uma eventual reversão de barreiras protecionistas mais adiante.

Antes do dia 15, prazo fixado para a recomendação final a Trump sobre as tarifas, pelo menos duas reuniões virtuais — uma de caráter técnico e outra com o chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), Jamieson Greer — ainda devem ocorrer.

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Do lado brasileiro, há frustração com o que se considera “falta de objetividade” dos americanos nas tratativas.

O USTR chegou a pedir redução de alíquotas de importação no Brasil para carros, produtos químicos e farmacêuticos, mas sempre sem detalhar quais “linhas tarifárias” (produtos específicos), segundo relatos feitos à CNN.

Outro exemplo citado pelo governo Lula é o de minerais críticos. Uma primeira proposta de cooperação foi apresentada em janeiro pelo Departamento de Estado, em um documento no qual o Brasil era chamado de “país X” e de “Equador” em trechos do texto, conforme a CNN mostrou na semana passada.

Paralelamente, o Itamaraty vinha conversando com o USTR de forma mais técnica com o USTR sobre minerais críticos. As discussões incluíam, por exemplo, questões como o estabelecimento de preços mínimos para terras raras e contratos offshore (de garantia de fornecimento).

Depois da compra da mineradora Serra Verde pela USA Rare Earths, em abril, o USTR não se engajou mais nas negociações.

A postura foi interpretada pelo governo brasileiro como desinteresse, após a aquisição por US$ 2,8 bilhões da Serra Verde, que produz terras raras em Minaçu (GO).

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Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por mariajuliablanes

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